Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

Mudança de ciclo ou de circo?

Ultimamente, só se fala em mudança de ciclo. Foi no Congresso do PS-M, cuja moção apresentada pelo atual líder tinha precisamente essa designação e é essa expressão que o próprio poder regional utiliza para explicar a situação política decorrente da assinatura do Plano de Resgate Financeiro à RAM. Mas terá. de facto, ocorrido essa mudança de ciclo ou antes de circo? O circo Dallas, esse, sim, mudou-se...

Comecemos pela equipa que lidera o PS-M. O que é que mudou? Jacinto deixou a liderança, abrindo espaço para o seu ex-subalterno assumi-la. A equipa do Vitinho também não é nova, já que esteve com ele nos mandatos anteriores. Em suma, o novo ciclo só pode ser invocado para as habilitações académicas do líder atual, que correspondem a um ciclo inferior ao do ex-Presidente do partido. De resto, tudo igual, tudo na mesma, ou seja, continua o circo do carreirismo, da incompetência e da desvalorização das estruturas de base do partido.
No que se refere ao novo ciclo político que alguns dizem que se instalou na RAM, por via das enormes dificuldades financeiras, também temos sérias dúvidas de que efetivamente tenha havido mudança, já que o Angustiado continua a pôr e a dispor do poder para fazer a repartição e a campanha eleitoral constante a seu bel-prazer, enquanto o povo trabalhador vai contribuindo subservientemente para que ele possa prosseguir com as suas políticas megalómanas, despesistas e ruinosas. Como é que pode haver mudança de ciclo com os mesmos protagonistas? Na verdade, o que mudou foi o circo, que foi obrigado a arrumar armas e bagagens antecipadamente, para fugir a tempo da austeridade e empobrecimento que aí vem.
Pena é que estes palhaços sem piada, devido às figuras tristes que têm feito, tenham ficado em terra... Devem estar a montar novo circo às custas dos outros, dos desgraçados, daqueles que alimentam a sua vaidade e incompetência...

Quarta-feira, Dezembro 21, 2011

Somos o Pai Natal




O povo madeirense, a exemplo dos portugueses do retângulo em forma de bacalhau, vai fazer de Pai Natal nesta quadra festiva, oferecendo prendas valiosíssimas aos nossos extraordinários governantes. É mais um sinal de singela gratidão pela forma incrível como nos têm governado!
Depois de já terem oferecido uma prenda no valor de cerca de metade do subsídio de Natal, madeirenses e continentais, demonstrando uma vez mais que não são o tal povo que não se governa nem se deixa governar, preparam-se para deixar no sapatinho dos seus populares governantes internos e externos presentes de valores inimagináveis, cujo montante por contribuinte ultrapassa dois salários.


Se juntarmos a esse ofertório outras gentilezas como acréscimos nos bens, serviços e impostos e congelamento dos salários e progressões, entre outros, então a classe política que nos tem governado terá razões para se sentir orgulhosa deste povo bem governado e grato para quem o espezinha, escraviza e explora.

Na Madeira, o Pai Natal ainda virá mais carregado. Há quem diga que é a dobrar, porque não só leva prendas para o Coelho de Passos Largos mas também para o Jardim-Agora-Rochinha-Em-Abismo, a quem serão entregues ofertas preciosas resultantes das taxas moderadoras, da equiparação de impostos entre a RAM e o Continente, das portagens nas vias Rápida e Expresso, entre outras, que ele, evidentemente, não pode recusar, por questões de boa educação. Aliás, quando ele garantiu que essas alterações de impostos não se aplicariam à Madeira em 2012, foi também um gesto de ótima educação!


Haja, pois, uma boa Festa, mas cuidado com os buracos que as bombas e o fogo de artifício podem causar na Madeira!

Quinta-feira, Novembro 10, 2011

J`aime a Educação




J`aime a Educação, porque ela é também Recursos Humanos

J`aime a Educação, porque ela é acima de tudo uma paixão

J`aime a Educação, porque ela é um sonho com muitos anos

J`aime a Educação, porque ela é gratidão por nunca dizer não


J`aime a Educação, porque ela é uma pasta com missão heroica

J´aime a Educação, porque ela dispensa governante que a analise

J´aime a Educação, porque ela é governada pela simpática troika

J´aime a Educação, porque ela, no aperto, desculpar-se-á com a crise



J´aime a Educação, porque ela gosta de andar como o carangueijo

J´aime a Educação, porque ela é sinónimo de eterno congelamento

J´aime a Educação, porque ela promete retroativos que nunca vejo



J´aime a Educação, porque ela aposta no sindicalismo cinzento

J´aime a Educação, porque ela encanta como um desafinado realejo

J´aime a Educação, porque ela é e será a voz do chefe rabugento



P.S.: foto do Google.


























Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Viva o Cabouco!





Aquela coisa que se instalou lá para os lados da cabouqueira, sob a benção do amigo da Quinta-Que-Vigia-Tudo-E-Todos, afinal, continua na mesma, ou seja, não pára de queimar vice-coordenadores à média de um por cada dois anos, se tanto... Alguém está a esfregar a pestana de contente.



Agora foi a vez do Pouco Fôfo. Pobre rapaz! Não quis ouvir o que lhe disseram atempadamente e acabou na fogueira. Tal como eu e como a minha antecessora. E como todos os outros que assumam o cargo com vontade própria e coragem para agitar o Pântano das Garças, agora reduzido a um lamacento cabouco...

A não ser que a pestanuda finalmente assuma o cargo que não quer que outros exerçam, para melhor salvaguardar os seus interesses, em especial na área da formação, antes que alguém lhe peça contas da sua central financeira, até aqui isenta da sua apresentação pública.

Mais brilhante ainda seria ela assumir também o cargo de Coordenadora, já que o seu pau-mandado por vezes amua e este não é tempo para correr riscos. E quem sabe se o ambicionado sonho de exercer funções governativas não se concretiza? Ao fim e ao cabo, em que é que o líder do outro alicerce sindical docente é diferente? A laranjada até é a bebida que ambos bebem ñas reuniões com o amigo da tal quinta...

Mas a tal que anda a esfregar as pestanas de contente também pode recorrer a outro expediente à moda do chefe: escolher para vice uma figura como a atual Coordenadora. Não importa que as colegas não se revejam na sua postura e imagem, nem que dê erros de sintaxe como o do último artigo de opinião, desde que haja uma fidelidade canina ou suína.

Enfim, viva o Cabouco e os coveiros do sindicalismo docente madeirense! Não há dúvidas de que merecem a minha quotização mensal. Até quando? Continuo à espera da resposta do machiquense...

Domingo, Outubro 09, 2011

A luta continua!


Foi por pouco que não tirámos a maioria absoluta ao jardinismo. Isto significa que ainda falta mais trabalho nas oposições e, sobretudo, melhor comunicação, no terreno, junto do povo.
O próximo desafio que será colocado a todos está já aí. Trata-se do resgate da dívida madeirense, ardilosamente reservado para depois do ato eleitoral, para não penalizar o PSD-M. Agora o que importa é travar um combate feroz e firme contra todas as tentativas continentais que visem uma duplicação de sacrifícios para os madeirenses. Nesta causa deveremos estar todos unidos, porque está em causa o nosso futuro coletivo como madeirenses, independentemente de ser Jardim a conduzir as negociações.
A cura de oposição do PSD-M foi adiada, mas a mudança de ciclo decorre.
Entretanto, o PS-M tem que renascer das cinzas, para bem da democracia na Madeira, depois de uma inevitável reflexão profunda interna, para corrigir erros crassos e potenciar um futuro melhor, talvez daqui a quatro anos.
O CDS tem a responsabilidade de liderar a oposição, num quadro político adverso e num papel ingrato de ser governo em Lisboa, que lhe pode custar perda de votos.
Vamos também ver o que será o PTP capaz de fazer no Parlamento, num tempo em que também terá de apresentar trabalho, propostas e não só espetáculo.

Sexta-feira, Outubro 07, 2011

Eleições: votar para mudar!


Como o momento que a Madeira vive é grave, desta vez não vou parodiar, para que não haja ambiguidades na interpretação da minha intenção de voto. No dia 9, domingo, os madeirenses têm uma oportunidade histórica para derrubar o jardinismo, votando nas oposições.
Rtirar a maioria absoluta ao partido que nos levou a esta desgraça, à bancarrota, ao descrédito externo dos madeirenses e a previsíveis mais cortes é um imperativo cívivo e de sanidade mental.
Assim, ninguém minimamente responsável pode deixar de votar nestas eleições legislativas, para contribuir para a mudança, para a melhoria da democracia na Madeira, para a derrota dos batoteiros, dos esbanjadores de dinheiros públicos em obras megalómas que apenas têm utilidade para quem as constrói.
Este regime cheira a mofo e já está a cair de podre. Não é capaz de encetar a viragem que se impõe, quer de políticas, quer de visão de futuro. Antes que nos empurrem para o fundo de um buraco ainda maior, temos que manifestar pelo voto toda a nossa discordância e protesto pelos erros governamentais. Assim, a alternativa é votar nas oposições, sobretudo naquelas que dão garantias de não estender a mão a Jardim, quais bengalas, após a perda da maioria absoluta.
A democracia na Madeira precisa de alternância para acabar com os abusos de poder, com a corrupção, com o nepotismo, com o despesismo, com a incompetência, com os limites à liberdade de expressão...
O momento que vivemos é sério. Por isso, aproveitemos esta oportunidade histórica para votar com responsabilidade por um futuro melhor para todos os madeirenses.

Quarta-feira, Outubro 05, 2011

SPM: coerência a dobrar!


O Sindicato dos Professores da Madeira é de uma coerência inimaginável, só ao alcance das organizações com liderança forte, logo não manipuláveis. Senão vejamos: no dia 1/10, na manifestação promovida pela USAM, junto à Quinta Vigia, cantou «Está hora, está hora de Jardim ir embora» e, no dia 5, acolheu-o nas suas novas instalações, deu-lhe tempo de antena e aplaudiu as promessas eleitoralistas, mesmo sabendo que podem prejudicar os colegas continentais que lecionam na RAM,
se algum dia forem cumpridas...
Não há como ter duplos também nas organizações sindicais. Os associados ficam duplamente satifeitos com os resultados da luta. Veja-se o que o SPM foi capaz de fazer em menos de uma semana. Pelo menos dois SPM´s foram vistos nos últimos dias. Um que não dá tréguas a Jardim e acha que ele tem de deixar a governação e outro que o recebe de braços abertos, nas novas instalações, dando-lhe todo o protagonismo da cerimónia da inauguração e o palanque para fazer campanha eleitoral. Simplesmente admirável!
A isto chama-se coerência na incoerência ou teatro sindical para agradar a gregos e a troianos, procurando estar bem com Deus e com o Diabo, embora na hora da verdade, fazendo o balanço das vitórias laborais alcançadas em prol da classe que representa, a balança penda mais para o lado do último. É uma chatice ser perfeito, quando é mais motivador dar expressão aos instintos maquiavélicos e dionisíacos...
Os sindicatos de professores da Madeira modernizaram-se, adaptaram-se à realidade e não têm pudor nem vergonha em participar assumidamente na batota eleitoral. Essa coisa dos professores e suas organizações de classe fazerem da educação os pilares da formação da consciência cívica é chão que já deu uvas. Isso é um anacronismo, lá dos tempos da velha senhora, quando Américo Tomás foi à Universidade de Coimbra e os estudantes puxaram as capas negras por onde ele se pavoneava, fazendo-o passar um mau bocado.
Hoje, como se viu na inauguração das novas instalações do SPM, estende-se a melhor passadeira ao ditador para que ele faça a sua campanha eleitoral. Não fora o protesto do PND, no exterior, e ficaríamos com a ideia de que, na Madeira, a ditadura é bem aceite, mesmo que falte tudo nas escolas para que as inaugurações não sejam comprometidas...
Enfim, são os sinais dos tempos. Agora, a ditadura e a batota eleitoral são virtudes...