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quinta-feira, novembro 10, 2011

J`aime a Educação




J`aime a Educação, porque ela é também Recursos Humanos

J`aime a Educação, porque ela é acima de tudo uma paixão

J`aime a Educação, porque ela é um sonho com muitos anos

J`aime a Educação, porque ela é gratidão por nunca dizer não


J`aime a Educação, porque ela é uma pasta com missão heroica

J´aime a Educação, porque ela dispensa governante que a analise

J´aime a Educação, porque ela é governada pela simpática troika

J´aime a Educação, porque ela, no aperto, desculpar-se-á com a crise



J´aime a Educação, porque ela gosta de andar como o carangueijo

J´aime a Educação, porque ela é sinónimo de eterno congelamento

J´aime a Educação, porque ela promete retroativos que nunca vejo



J´aime a Educação, porque ela aposta no sindicalismo cinzento

J´aime a Educação, porque ela encanta como um desafinado realejo

J´aime a Educação, porque ela é e será a voz do chefe rabugento



P.S.: foto do Google.


























domingo, outubro 09, 2011

A luta continua!


Foi por pouco que não tirámos a maioria absoluta ao jardinismo. Isto significa que ainda falta mais trabalho nas oposições e, sobretudo, melhor comunicação, no terreno, junto do povo.
O próximo desafio que será colocado a todos está já aí. Trata-se do resgate da dívida madeirense, ardilosamente reservado para depois do ato eleitoral, para não penalizar o PSD-M. Agora o que importa é travar um combate feroz e firme contra todas as tentativas continentais que visem uma duplicação de sacrifícios para os madeirenses. Nesta causa deveremos estar todos unidos, porque está em causa o nosso futuro coletivo como madeirenses, independentemente de ser Jardim a conduzir as negociações.
A cura de oposição do PSD-M foi adiada, mas a mudança de ciclo decorre.
Entretanto, o PS-M tem que renascer das cinzas, para bem da democracia na Madeira, depois de uma inevitável reflexão profunda interna, para corrigir erros crassos e potenciar um futuro melhor, talvez daqui a quatro anos.
O CDS tem a responsabilidade de liderar a oposição, num quadro político adverso e num papel ingrato de ser governo em Lisboa, que lhe pode custar perda de votos.
Vamos também ver o que será o PTP capaz de fazer no Parlamento, num tempo em que também terá de apresentar trabalho, propostas e não só espetáculo.

domingo, maio 29, 2011

A Paródia Eleitoral


As Eleições Legislativas de 5 de Junho. como já percebemos,
não vão decidir nada. Cavaco já as ganhou, pois ficará com a responsabilidade de escolher um governo de iniciativa presidencial que faça-que-governa-mas-não-governa porque se limitará a dizer ámem à troika internacional.



Mesmo ciente da inutilidade destas eleições, não deixarei de participar neste "faz-de-conta", apenas centrado no que está em jogo para os madeirenses, que vão eleger 6 deputados, ou melhor, ainda podem decidir se o PSD-M alcança 4 ou 3, já que o PS-M e o CDS-PP já têm praticamente garantida a conquista de uma mandato, faltando saber se o PND e o PT conseguem retirar um lugar ao partido maioritário na RAM.

Assim, vou votar no PSD-M porque apresenta um cabeça-de-lista, Alberto J. Jardim, de confiança: vai cumprir novamente o mandato, deixando os restantes eleitos pelo seu partido com maior disponibilidade para tratar da vidinha...


Votarei também no PS-M como forma de reconhecimento da grande coerência do seu cabeça-de-lista, Jacinto Serrão, que acusou, e bem, Sócrates de ser neoliberal, nas eleições internas, e agora pede-nos para votarmos num Primeiro-Ministro que ele não queria nem como líder do Partido Socialista...


O meu voto vai ainda para o CDS-PP, cujo cabeça-de-lista cumpriu com o que havia prometido no sufrágio anterior, nomeadamente no que diz respeito à defesa dos interesses da Madeira, onde se destacou na sensibilização do parlamento nacional para as vantagens da aprovação de uma Lei de Meios que entregou a Jardim milhões de euros unicamente direccionados à reconstrução do aterro...


Agora voto CDU, PTP, BE, MPT, PAN e demais panóplia de partidos concorrentes a estas eleições pelo carácter democrático que garantem às mesmas, embora não participem em debates e frente-a-frentes como seria normal num regime democrático maduro.



Excluo desses partidos o PND, que definitivamente não merece o meu voto pelo seu radicalismo, ódio de estimação ao Único Importante desta terra e amadurismo da sua acção política, que leva os senhores da Madeira Velha a perturbar as inaugurações jardinistas! Então não era melhor para os rapazes deste partido portarem-se como "meninos-do-coro" ou acomodados como a maioria das oposições madeirenses?!...



















segunda-feira, março 28, 2011

A justa homenagem a Sócrates


Vasco Palmeirim (Rádio Comercial) produziu um vídeo caseiro para prestar uma mais do que justíssima homenagem ao demissionário Primeiro-Ministro, José Socas. Vale a pena ver e ouvir em http://radiocomercial.clix.pt/tv/videos_caseiros.html

sábado, março 05, 2011

As piadas de Jardim à RTP-M



O folião Jardim antecipou o Carnaval madeirense, concedendo uma entrevista - em directo, para não ser censurado!!! - na RTP-M. As principais piadas ditas por ele são aqui reproduzidas e comentadas para animar a malta.

Recandidatura


- «...já disse tantas vezes que era a última vez que agora já não digo nada.» (Que nome se dá a quem não cumpre com o que promete?)


- «...desta última vez as coisas não correram como eu gostaria que tivessem corrido e de maneira que tomei esta decisão» (O que é que os políticos devem fazer quando não governam bem? É recandidatar-se?)


Resultados de J. M. Coelho


- «Olhe, devo dizer que fartei-me de rir». (Será que Jardim também se divertiu com os rumores de que a sua hospitalização se ficou a dever a um osso de coelho atraverssado na garganta?)

Conselho de Jurisdição do PSD-M


- «...Ainda não trabalhei nisso... vai ser um advogado. Vai ser o actual Presidente da Ordem dos Advogados... Ainda não falei com ele, pessoalmente, mas sei que ele aceita». (Que opção é que o Prada Júnior tem?)


Miguel Albuquerque


- «Não falo dos meus colegas de partido em público... Estes pontos de vista diferentes não têm nada de dramático». (Então por que razão desvaloriza e não comenta a rebeldia de Albuquerque?


Renovação no PSD-M


- «Já está feita! Entrou um terço de pessoas novas para a Comissão Política» (Alguém reconhece-lhes méritos para assumirem cargos importantes ou vão apenas fazer número?)


Lei de Meios


- «Queria explicar a génese desta Lei de Meios... A certa altura, o Primeiro-Ministro, mesmo por telefone, diz-me isto: "Escute, para sairmos todos bem disto, você concorda que a Lei de Finanças Regionais... só entre em vigor a partir de 2013 e, por outro lado, eu, através de uma lei que vou apresentar à Assembleia da República, dou-lhe um pouco mais do que isso, dou-lhe o que você ia receber pela lei que fica suspensa e mais qualquer coisa?"» (Então a Lei de Meios é a Lei de Finanças Regionais encapotada ou é mais uma manobra para desviar as atenções da obrigatoriedade dessas verbas serem canalizadas para a reconstrução?)


Dívida histórica da República


- «Tenho vinte peritos a trabalhar nisso». (E quanto custa esse trabalho?)


- «Eu aqui sou uma espécie de Astérix. Isto é uma aldeia da Gália, estamos aqui cercados pelos romanos imperialistas». ( E as Gálias que existem na Madeira, cercadas pelo jardinismo?)


Aterro e cordão humano


- «Eu sei que houve pessoas que não gostaram que eu dissesse essa expressão... Quando disse "Podem gritar à-vontade", estava a referir-me aos habituais, aos que deitam pedra em tudo». (Se as eleições legislativas regionais estivessem longe, será que Jardim admitiria que errou? Como ele muda sempre o que diz, será que podemos confiar neste disfarce de "cordeiro manso"?)


- «Também participei porque estava no muro da Quinta Vigia a ver a manifestação». (E as tentativas de desmobilização não são também uma forma de participação negativa?)


Marina do Lugar de Baixo


- «O Vice-Presidente do Governo garante que, no Verão, temos aquilo a funcionar». (Por que razão Jardim não disse que ainda vai enterrar lá mais de vinte milhões de euros?)


Poder do Mar e da Natureza


- «O mar na Madeira nunca será benigno. Nós não vamos mudar a Natureza!» (Mas não foi este sr. que disse na Ponta Delgada que tinha dominado a Natureza?)


- «Vamos ficar cientes de uma coisa: durante os próximos séculos, vamos ter problemas na costa, vamos ter estragos na costa e vamos reconstruir». (Será que Jardim está mesmo ciente disso, quando continua a deitar dinheiro ao mar ou agrada-lhe a reconstrução infindável?)


Política


- «A política é feita assim. Confesso que me mete nojo!» (Dito desta forma e pelo maior responsável político desta terra, importa perguntar se Jardim tem feito alguma coisa para a melhorar ou se, com estas tiradas, apenas pretende continuar como Único Importante na vida política madeirense).
P.S.: Foto obtida em: iva.caoazul.com.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

A hora da Coelheira



Os resultados das eleições presidenciais demonstraram, inequivocamente, que o Coelho tirado da cartola, ou melhor, da barriga de aluguer PND é o novo líder da oposição madeirense ao jardinismo e a esperança da afirmação de uma alternativa séria, sem deixar de ser satírico-humorística, ao regime do gamelão vigente.
Já conhecíamos o sucesso das Coelhinhas da Playboy, mas nunca imaginámos que um Coelhinho da Plataforma Cívica PND conseguisse tanto êxito numa região tão conservadora como a Mamadeira, ainda por cima possuidora de tetas enormes...

A Plataforma Democrática ainda tentou garantir os serviços da grande atracção das últimas presidenciais, mas não conseguiu seduzi-la, antes pôs a nu as suas fraquezas, aliás bem evidentes no insucesso alcançado no apoio à candidatura de Manuel Alegre. A esse projecto e ao partido que o dinamizou augura-se uma travessia no deserto ou pelos jacintos serranos como acontece aos machos que perdem os combates pela conquista das fêmeas, no reino animal.

Em sentido contrário, assistiremos ao crescimento da coelheira PND, cujo coração baterá fortemente e multiplicar-se-ão os seus membros com ninhadas infindáveis de coelhinhos para desgraça dos restantes partidos, incluindo os que apelidam a referida plataforma cívica de nazi. Isso será a prova de que o tratamento carinhoso com que os detentores dos poderes instalados costumam mimosear os adversários políticos, com adjectivos como «comunistas», «traidores» e, agora, «nazis» não vão ter eficácia nenhuma, até porque os madeirenses já sabem o que é uma barriga de aluguer, graças ao contributo de Cristiano Ronaldo com o processo Ronaldo Júnior.

sábado, janeiro 22, 2011

Coelho, o Presidente parodiante



Acabou a campanha eleitoral. Chegou o dia da reflexão, que me levou a concluir que o candidato que melhor representa o espírito deste blogue e do país anedota em que vivo é, indubitavelmente, José Manuel Coelho! Daí o meu voto no Presidente parodiante.

Pensei, pensei e decidi que não posso votar Cavaco, porque é demasiado sisudo para Presidente da República, com a agravante de ser apoiado por gente muito séria como os seus amigos do BPN.

Reflecti, reflecti e concluí que Manuel Alegre não se encontrou com a alegria, com a alma de gaivota com que se apresentou nas eleições anteriores, supostamente por estar entre o fogo e o gelo, o que dá água morna, que não é propriamente o que precisamos nesta actual conjuntura política nacional.

Ponderei, ponderei e vi que a nobreza de espírito do pai da AMI não se compadece com as exigências da vida política que Belém reserva ao próximo inquilino desse palácio.

Analisei, analisei e imaginei o que fariam os restantes candidatos, se por acaso, num acidente eleitoral, conseguissem ser eleitos e, dramaticamente, cheguei à conclusão de que, afinal de contas, não tinha em quem votar nestas eleições presidenciais. Que chatice ter que engrossar o já vastíssimo leque de abstencionistas!

Porém, hoje, fez-se luz. Não estamos num país anedota, decadente e moribundo?! Faz algum sentido, então, levar estas eleições a sério?! Claro que não! Por isso, nesta primeira volta o candidato que melhor representa esta realidade nacional é José Manuel Coelho, em especial com as sátiras do submarino, dos sacos azuis de batatas, da Quinta da Coelha, entre outras paródias dignas de um Gil Vicente dos tempos modernos! E dele há a garantia de que o humor, a boa disposição e a crítica mordaz vão continuar, pois o seu projecto político não termina nestas eleições! Força Coelho!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Presidenciais: mais um Candidato



Há um novo candidato à Presidência da República. Chama-se SITE e tem uma capacidade de comunicação forma do comum, ou seja, esclarece tanto que a opinião pública fica na mesma.
A pré-campanha das Presidenciais tem sido verdadeiramente séria, interessante e digna de um país exemplar à escala mundial. Basta ver o nível cultural, intelectual e político de candidatos como José Manuel Coelho, Francisco Lopes, Fernando Nobre, Defensor Moura e - a grande surpresa dos últimos dias - o Site Silva.
Depois da sensacional admissão de Coelho ao referido acto eleitoral, fomos surpreendidos pelo candidato Cavaco Silva, quando apresentou uma personalidade ímpar e inaudita na corrida a Belém, o Site da Presidência da República, que tem como principais objectivos neste combate eleitoral revelar, tim por tim, toda a verdade sobre o caso BPN, mesmo que o excesso de informação (facturas, extractos bancários, estudos de mercado e previsões das empresas de rating) leve ao cansaço do povo português.
Aliás, sobre esta extensa panóplia de dados que o Site Silva apresenta ao eleitorado e que o vai deixar ainda mais confuso, fonte da Casa Civil apontará como responsável a pouca segurança dos sistemas informáticos de Belém, provavelmente espiados por S. Bento, que manipula e divulga informação desnecessária e inverídica, tendo em vista comprometer a reeleição do intocável, do inatacável, do insuspeito e do amicíssimo dos docentes - pediu que deixassem a Ludrinhas fazer o seu trabalho no ME, mesmo que estivesse a destruir a educação. Lembram-se?
Na Madeira, a pré-campanha está animadíssima e com um nível extraordinário, sobretudo quando Jardim critica Alegre por ter traído os portugueses na Argélia para, logo de seguida, afirmar que o mesmo candidato merecia outro respeito dos socialistas madeirenses, a quem acusa de apoiarem o Coelhinho... Brilhante manifestação de solidariedade jardinista para com o poeta candidato, que não apoia mesmo reconhecendo que o sr. Silva é o mal menor!
Em suma, estas eleições presidenciais prometem muito em termos de qualidade das propostas colocadas à discussão pelos grandes cérebros candidatos, que até nem há espaço para o ataque pessoal e de carácter. Se Eça de Queirós fosse ainda vivo, em vez de Uma Campanha Alegre, escrevia Uma Campanha Séria, no Site...


quarta-feira, dezembro 22, 2010

Elevada responsabilidade nas tragédias!



Estou muito sensibilizado com o elevadíssimo sentido de responsabilidade da classe política alaranajada madeirense, evidenciado nas catástrofes naturais que assolaram a Madeira, desde 20 de Fevereiro. Ainda temos políticos que sabem assumir as suas culpas. A Madeira é exemplo nacional nesta matéria, o que não surpreende tratando-se de um povo superior...


Os trágicos acontecimentos de 20 de Dezembro que levaram à destruição de bens materiais avultados no Curral das Freiras demonstram a qualidade excepcional dos nossos governantes e autarcas. Mal a desgraça aconteceu, foram aos locais mais afectados e pediram a demissão por não terem dado ouvidos às reclamações populares, expressas em abaixo-assinados, há algum tempo.

Os incêndios de Verão, que devastaram parte significativa da laurissilva, também mereceram idêntica atitude de quem de direito, em especial do Director Regional das Florestas e dos responsáveis pela Protecção Civil. Aliás, esses actos de contrição deixaram a oposição sem jeito, pois ficou sem culpados para apontar, ou seja, foi chamuscada juntamente com os ambientalistas

Mas foi, essencialmente, em 20 de Fevereiro que estes gestos de humildade dos responsáveis pela "coisa pública" causaram maior perplexidade, pois até então não se viu demissões de responsáveis políticos nesta Região. Jardim deu o exemplo e seguiram-se secretários regionais e Presidentes de Câmara, por terem permitido construções em linhas de água e zonas de risco. Com tal elevado sentido de responsabilidade, toda a oposição ficou sem capacidade para se aproveitar da desgraça alheia.

Mais extraordinário ainda foi ouvir Jardim dizer, no Jantar de Natal da família social-democrata, que não se vai recandidatar à liderança do seu partido porque já não consegue garantir a renovação nos quadros dirigentes. Isto é que é desapego ao poder e capacidade de saber o momento certo de abandonar a actividade política! Como admiro esta casta alaranjada de políticos superiores madeirenses!

Nota: foto de http://geia-deusaterra.blogspot.com/2009/07/curral-das-freiras.html



segunda-feira, abril 19, 2010

Alegre a Presidente




Já se começa a falar de Eleições Presidenciais. Não sei se é porque precisamos de actos eleitorais para animar a vida política - agora cada vez mais monótona e sem "pica", sobretudo por culpa de Sócrates e Jardim, que enterraram o "machado de guerra" - ou porque já basta de cinzentões e hipócritas como Cavaco, num país tão depimido, corrupto e sem esperança como é Portugal. Talvez seja por ambas as razões.
Manuel Alegre representa a antítese deste país adiado, à espera de um líder corajoso, sonhador e defensor da liberdade e da justiça social.
Apoio novamente porque me revejo nos seus ideais e propostas para um Portugal mais democrático, solidário e ganhador dos desafios do futuro.
Para conhecer melhor os propósitos desta Candidatura e, eventualmente, apoiar, consulte http://www.manuelalegre.com/

terça-feira, janeiro 26, 2010

Almeida varre PS-M para o lixo


Almeida Sem Nada de Santo tornou a varrer o pouco que ainda resta do PS-M para o caixote do lixo ao elogiar a obra jardinista. O anedótico das declarações deste profundíssimo conhecedor da realidade política, social, económica e financeira da RAM está no facto das mesmas terem sido proferidas em plena reunião magna dos socialistas madeirenses, onde eram tomadas decisões importantes relativamente ao futuro imediato do ainda maior partido da oposição madeirense, com direito a aplausos e tudo. Há organizações assim: são masoquistas até ao tutano...

Não consta que tenha havido militantes socialistas a abandonar a sala, quando discursava o referido orador. Apenas o novo líder do PS-M ainda tentou minimizar os estragos, dizendo que pechibeque não é ouro, mas lá teve que engolir mais um sapo enorme imposto por Lisboa, vulgo cavalo de Tróia.

Sabemos que estes apoios reiterados à governação social-democrata madeirense não são inocentes. Antes pelo contrário. São sinais de gratidão. Na verdade, a obra turística madeirense está à vista de todos, mesmo que os instrumentos de planeamento e ordenamento do território e o domínio público marítimo tenham sido ignorados para facilitar o avanço das galés pelas vilas e cidades adentro...

Que papel estará, então, reservado à liderança da flor serrana? Apenas terá que remar contra a maré dos interesses e dos oportunismos, até à saída de cena do actual líder social-democrata madeirense, que, segundo o referido almeida, ainda pode ser combatido por ter um estilo pouco consensual. Apenas isso! Isto é, surgindo um sucessor refinado, tipo Miguel Albuquerque, então acabam-se as divergências mínimas entre PS-M e PSD-M e o Centrão chega à Madeira, apadrinhado pelo brilhante e insuspeito político nacional, que não pestanejaria na hora de apoiar o tal funeral da federação madeirense do seu partido. Flores para essa cerimónia já existem: jacintos serranos...

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Casamento gay: a prioridade nacional


Finalmente temos um Governo na República verdadeiramente competente, com sentido de oportunidade e clarividente na definição das prioridades do país! O exemplo mais acabado disso é a prioridade dada, em termos de iniciativas legislativas, ao casamento entre homossexuais. Mais: é a primeira grande medida socialista desta legislatura. Estou verdadeiramente bem impressionado com o alcance desta medida. Só um visionário como Socas seria capaz de ver as repercussões positivas que uma medida destas terá na sociedade portuguesa.


Vejamos, por exemplo, os efeitos desta extraordinária iniciativa no combate ao desemprego, que alguns consideram a prioridade das prioridades, na educação, na saúde, na justiça e na luta anti-corrupção. É claro que não é essa a nossa opinião. Na verdade, permitindo o casamento homossexual, acaba-se com o fingimento social a que estamos habituados a assistir, em que os homossexuais perante o notário ou o sacerdote declaram amor eterno a um parceiro de sexo oposto apenas para agradar à família, aos amigos e, em suma, à sociedade. As pobres crianças que resultam dessas relações falsas acabam infelizes e entregues à sua sorte, engrossando, mais tarde, as estatísticas do desemprego, do insucesso escolar, das altas problemáticas, da criminalidade e da corrupção. Com a panaceia desta proposta governamental, esses problemas sociais acabam definitivamente, porque simplesmente reduz-se drasticamente o natalidade e, em vez de desemprego, passa-se para um quadro de falta de mão-de-obra; na educação, as turmas passam para 12/13 alunos, o que potencia o sucesso educativo; na saúde, a SIDA passa praticamente para níveis residuais, uma vez que os homossexuais deixam de "mijar fora do penico"; na justiça, os tribunais e as prisões deixam de estar super lotados, porque a criminalidade diminui forçosamente com a redução da população; a ambicionada luta anti-corrupção finalmente será bem sucedida, porque, havendo menos pretendentes a comer na mesa do orçamento do Estado, diminui a procura de favores.

Em suma, esta é uma medida brilhante! Só mesmo de um governo de Socas...

terça-feira, novembro 17, 2009

Adaptação do Sermão Anti-Corrupção


O Pe. António Vieira, no Sermão de Santo António aos Peixes, pregado na cidade de S. Luís do Maranhão, em 1654, abordou a questão da corrupção, um tema sempre actual como o comprovam, entre outros, os casos polémicos Freeport e Face Oculta, só para referir os mais recentes. Fazendo ligeiras adaptações ao primeiro parágrafo, que podem ser confrontadas com o documento original (dentro de parêntesis), obtemos o seguinte texto:


Vos estis sal terrae (Mateus, 5)


Vós, diz o Código Penal (Cristo Senhor) nosso, referindo-se aos juízes (falando com os Pregadores), sois o sal da terra: e chama-lhe sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os Juízes (Pregadores) não fazem cumprir a lei (pregam a verdadeira doutrina); ou porque a terra não se deixa salgar, e os criminosos (ouvintes), sendo verdadeira a sentença (doutrina) que lhe dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os Juízes (Pregadores) dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os criminosos (ouvintes) querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os Juízes (Pregadores) julgam por si e não pelo Código Penal (pregam a si e não a Cristo); ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Justiça (Cristo), servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.


Aqui está o mote para um bom discurso do Presidente da República, se é que ainda tem autoridade moral e política, depois do triste episódio das alegadas escutas...

terça-feira, setembro 22, 2009

O meu voto nas Legislativas 2009


Como português, cidadão responsável e professor, no próximo dia 27, voto PS, porque sou masoquista, logo preciso de governos e ministras como Maria Lurdes Rodrigues, que me ponham a contar os anos que faltam para a aposentação. Para além disso, não há como um Pinócrates para nos entreter no exercício de tentar adivinhar se o que ele diz é de acreditar ou não...
Também vou votar no PSD, porque tenho a memória curta, já não me lembro do desempenho de Manuela Ferreira Leite enquanto ministra da Educação e das Finanças. Eu até já não me lembro da cara de trovões com que ela aparecia em público, até ao arranque da presente campanha eleitoral. Como se isso não bastasse, os docentes têm garantias de recuperação do tempo de serviço "congelado", porque essa matéria não consta do manifesto eleitoral, o que significa, segundo a explicação da referida líder, que não vai mexer nessa situação, ou seja, fica como está...
Voto no CDS-PP, porque concordo com a avaliação externa do desempenho docente, já que é a única maneira de acabar com o clima de desconfiança e de mal-estar que a avaliação interna está a causar nas escolas.
Voto igualmente no BE, porque será a bengalinha que o PS precisa para governar.
Voto ainda no MPT, porque sei que também poderá ser útil à maioria parlamentar social-democrata, em caso de vitória nestas eleições, pois integrou a bancada do PSD na Assembleia da República na legislatura que agora termina.
Voto, por fim, no PND, porque nada melhor para o eleitor do que votar num partido que, ideologicamente, tanto é de esquerda como de direita.
Não voto, seguramente, na CDU, porque sou um anti-comunista primário, logo temo que Isabel Cardoso, ao ser eleita para a Assembleia da República, deixe de comer criancinhas ao pequeno almoço, nas escolas da RAM. Como se isso não bastasse, temo que a referida cabeça-de-lista, uma vez eleita, deixe de defender os professores e educadores para dar uma ajudinha ao Governo da República como é apanágio desta força partidária.
E ainda dizem que o voto é secreto...

quarta-feira, agosto 26, 2009

sábado, agosto 01, 2009

O Quarto (do) Poder


A comunicação social é considerada o quarto poder, nos sistemas democráticos maduros, embora o poder tente transformá-la em quarto do poder...

O caso recente da tentativa governamental socrática de "ajudar" a TVI deu que falar e ainda bem, porque assim foi denunciada atempadamente a marosca e evitou-se a "domesticação" do referido canal televisivo. Deste triste episódio ficou claro que, afinal, quem precisa de ajuda é o (des)Governo. E quartos do poder há muitos, mas quarto poder em Portugal ainda há carências.

Pelo contrário, na Madeira, os mass media são tratados exemplarmente, o que demonstra que o povo superior tem uma comunicação social à sua altura. O caso da alegada concorrência desleal do JN para com o DN é paradigmático: se há um órgão de informação credível, respeitado e viável economicamente, há que intervir no órgão com dificuldades de aceitação no mercado, injectando dinheiros públicos no mesmo e passando-o a gratuito para que chegue a toda a população, por uma questão de salvaguarda do pluralismo da informação e dos postos de trabalho; se por consequência dessa intervenção o emprego e a viabilidade financeira do órgão de referência forem postos em causa, o problema é apenas dos proprietários do referido diário e da linha editorial seguida, que não teve o acolhimento da população.

Poucos serão os regimes ditos democráticos que tratam a sua comunicação social com tamanha elevação! Assim está assegurada a liberdade de expressão e o seu estatuto de quarto (do) poder. Ou será o primeiro poder? Como madeirense, sinto-me orgulhoso com o extraordinário tratamento que é dado aos mass media da minha terra...

segunda-feira, julho 06, 2009

Tourada de S. Vicente garante touro mediático


Fonte próxima da organização da anunciada tourada de S. Vicente confidenciou à nossa reportagem que garantiu a presença do touro mais mediático da actualidade neste evento. Trata-se do mundialmente conhecido Manel Leva-Na-Pinha da famosa Casa do Soco, onde também foi criado o George Rabbit, o tal que ameaçou que quem se metesse com essa gadaria apanharia...

Segundo a nossa fonte, não foi nada fácil conseguir trazer esse touro à Região, porque outros pretendentes meteram-se pelo meio e houve também outras vacarias a reclamar o direito de ser figura de cartaz.

A primeira dificuldade foi colocada pelo Jo Petardo, que tentou aliciar o referido animal, oferecendo-lhe um valor superior ao de Romeiro, simplesmente porque iria utilizá-lo não para touradas, mas para engrandecer a vaca Fundação, ou seja, "emprenhá-la" à custa dos preleminares efectuados na "rez" Governança.

Como se isso não bastasse, ainda surgiram outros touros a reclamar o direito de ser a atracção da tourada de S. Vicente, por serem os verdadeiros detentores dos famosos cornos que o Manel Leva-Na-Pinha ostenta, pois consideram que este exibe-os apenas por tentativa de imitação. Encontram-se nessa situação Chico Parte-Loiça e Arde-Só-Com-Ar, conhecidos pelos seus ataques ferozes aos forcados amadores da Governança.

Até o Cara Branca fez-se ao lugar ao criticar os cornos do Manel Leva-Na-Pinha, quando disse que eles não eram bem feitos, o que fez com que os seus adversários interpretassem esta tomada de posição como uma forma de passar a mensagem de que os seus chifres têm qualidade superior, logo merecedor de ser a grande atração da tourada vicentina.

Confrontado Joca Veia sobre esta intenção sub-reptícia do Cara Branca, este disse que não o chocava nada que ele fosse o touro principal da festa, porque ele já desempenha esse papel há muito tempo em todas as touradas da RAM. Mais acrescentou que, se isso se confirmasse, também ele iria tratar de assumir o papel de principal toureiro, pois considera que ele é a única alternativa possível, no plano regional, para derrotar esse touro temível... Aguardemos, pois, pela confirmação oficial das figuras de cartaz da tourada de S. Vicente.

segunda-feira, junho 29, 2009

A "Caloirada"


Que maravilha! Vamos ter festa rija nos próximos tempos. É a tão desejada "Caloirada", que será experimentada na Costa Norte, antes de ser aplicada no resto da ilha, daqui a quatro anos, segundo as convincentíssimas afirmações do Cara Branca.

O Romeiro algarvio, por excesso de entusiasmo ou por conhecimento adquirido de peregrinações eleitorais anteriores, classificou a praxe autárquica de tourada. Não será um espectáculo inédito na RAM, mas terá seguramente o mesmo sucesso que o circo dos elefantes montados pelo domador-mor dos madeirenses, a não ser que se passe da destruição de viaturas de candidatos à sua eliminação pura, dura e simples, em plena arena eleitoral. O abate do touro nestas condições agradaria ao Pa-Pa Deus e aos socialistas descontentes com a actual Direcção (ou falta dela) do Partido do Soco, porque assim, finalmente, ficariam livres do Jocaveia. Todos ficariam agradecidos à terapia eficaz utilizada pelo ilustre médico.

Mas a "Caloirada" inclui também outros espectáculos imperdíveis. Em Santana, Moisés vai fazer com que a montanha venha até ele, ou melhor, até um mascarado daqueles da Festa dos Compadres mas muito parecido com este caloiro e colocado no mar alto, para assim obrigar o Pico Ruivo, o Pico do Arieiro e a Penha D`Águia a se esticarem até ele, conseguindo assim tornar o relevo do concelho menos acidentado, logo mais propício ao incremento da agricultura e do turismo.

No outro concelho nortenho, as praxes serão também animadas, já que o caloiro escolhido pelo Cara Branca, pela sugestão do seu nome, é garantia de espectáculo para homens de barba rija, designadamente far-west, com armas tipo valter, e correadas a quem for demasiado seguidista da orientação partidária.

Dada a qualidade das praxes da "Caloirada", é de esperar muitos comas alcoólicos, veementes protestos das associações protectores dos direitos dos animais e da Igreja Católica, ofendida com a utilização abusiva do epsiódio biblico na campanha eleitoral. Isto promete!

segunda-feira, junho 22, 2009

Ainda as Europeias: PS-M ganha na Madeira


Passadas duas semanas sobre a data das Eleições Europeias, tempo mais que suficiente para efectuar uma avaliação rigorosa dos resultados eleitorais e das reacções aos mesmos, importa fazer a análise que ninguém teve coragem de referir publicamente até agora, a nível regional.

Todos os analistas referiram o estrondoso sucesso de Nuno Caxeira (PSD-M), nomeadamente pelo facto de lhe ter saído um autêntico euromilhões, já que passará a ganhar mais de 7.000 euros mensais.

Também reconheceram o relativo êxito de Lopes da Fonteseca (CDS/PP-M), excepto Zé Manel Rodriguinhos, que o ofuscou na noite eleitoral ao anunciar que será ele o cabeça-de-lista às Legislativas Nacionais.

Igualmente consideraram que a CDU e o BE obtiveram votações muito positivas, a ponto do Único Importante ter afirmado que o crescimento da extrema esquerda era uma ameaça à democracia. Como não disse a que país ou região se referia, deduzimos que se reportava à Bélgica, que é o país que conhece melhor, por lá passar imenso tempo. E como não podia estar a referir-se ao seu país e muito menos à sua região, onde a democracia é uma miragem...

Os 14,68% do PS-M foram, pelo contrário, classificados como desastrosos e prenunciadores de derrotas históricas nas próximas Legislativas Nacionais e Autárquicas. Nesta apreciação estiveram em sintonia comentadores políticos e opositores à liderança da actual Direcção socialista madeirense. Quem imaginaria que fosse possível esta comunhão de ideias? Habitualmente costuma acontecer o contrário, ou seja, fazedores de opinião de um lado e dirigentes socialistas do outro. Fazendo, porém, uma análise mais minuciosa aos argumentos apresentados pelos detractores de Jocaveia, conclui-se que esta convergência de opiniões resulta de um erro crasso de interpretação política dos resultados por parte dos contestatários socialistas, lapso esse que explica a aproximação de posições entre estes e a comunicação social madeirense, que cumpriu o seu papel habitual de manipulação dos números a favor da maioria.

Na verdade, o PS-M ganhou as eleições europeias na Madeira, porque a percentagem baixíssima de votos que obteve é um sintoma de que o desgaste do (des)Governo do engenhoso Sócorta também teve expressão na Madeira, o que pressagia uma mudança de cor na governação nacional, única garantia de crescimento dos socialistas madeirenses. É aqui, pois, que reside a vitória do PS-M nestas eleições, que será provavelmente confirmada nas Legislativas Nacionais. Aliás, Jocaveia, quando reafirmou na noite eleitoral que conta disputar as Legislativas Regionais de 2011 em pé de igualdade com o PSD-M, sem explicar como é que vai inverter a tendência decrescente das últimas votações, tinha seguramente em mente as vantagens, no plano regional, decorrentes do combate que o seu partido, a nível nacional, desencadeará contra um previsível governo liderado por Manela Ferra Sem Jeito. Já o Jota Serrote beneficiou imenso de uma conjuntura similar à que Jocaveia deseja, embora não o tenha admitido, o que o levou a não compreender o estrondoso terramoto eleitoral nas últimas Legislativas Regionais.

Tudo o que se tem visto em termos de combate interno à liderança de Jocaveia só vem reforçar a sua posição, porque quanto menor for a votação no PS-M, nos próximos dois actos eleitorais, maior será a margem de crecimento deste partido numa conjuntura de combate a governos laranja. Isto é, se ele conseguir segurar a liderança até 2011, mesmo que só ele e Gostinho Só-Ares votem no PS-M, basta conseguir mais dois votos para festejar um crescimento do partido na ordem dos 100%...