domingo, maio 29, 2011

A Paródia Eleitoral


As Eleições Legislativas de 5 de Junho. como já percebemos,
não vão decidir nada. Cavaco já as ganhou, pois ficará com a responsabilidade de escolher um governo de iniciativa presidencial que faça-que-governa-mas-não-governa porque se limitará a dizer ámem à troika internacional.



Mesmo ciente da inutilidade destas eleições, não deixarei de participar neste "faz-de-conta", apenas centrado no que está em jogo para os madeirenses, que vão eleger 6 deputados, ou melhor, ainda podem decidir se o PSD-M alcança 4 ou 3, já que o PS-M e o CDS-PP já têm praticamente garantida a conquista de uma mandato, faltando saber se o PND e o PT conseguem retirar um lugar ao partido maioritário na RAM.

Assim, vou votar no PSD-M porque apresenta um cabeça-de-lista, Alberto J. Jardim, de confiança: vai cumprir novamente o mandato, deixando os restantes eleitos pelo seu partido com maior disponibilidade para tratar da vidinha...


Votarei também no PS-M como forma de reconhecimento da grande coerência do seu cabeça-de-lista, Jacinto Serrão, que acusou, e bem, Sócrates de ser neoliberal, nas eleições internas, e agora pede-nos para votarmos num Primeiro-Ministro que ele não queria nem como líder do Partido Socialista...


O meu voto vai ainda para o CDS-PP, cujo cabeça-de-lista cumpriu com o que havia prometido no sufrágio anterior, nomeadamente no que diz respeito à defesa dos interesses da Madeira, onde se destacou na sensibilização do parlamento nacional para as vantagens da aprovação de uma Lei de Meios que entregou a Jardim milhões de euros unicamente direccionados à reconstrução do aterro...


Agora voto CDU, PTP, BE, MPT, PAN e demais panóplia de partidos concorrentes a estas eleições pelo carácter democrático que garantem às mesmas, embora não participem em debates e frente-a-frentes como seria normal num regime democrático maduro.



Excluo desses partidos o PND, que definitivamente não merece o meu voto pelo seu radicalismo, ódio de estimação ao Único Importante desta terra e amadurismo da sua acção política, que leva os senhores da Madeira Velha a perturbar as inaugurações jardinistas! Então não era melhor para os rapazes deste partido portarem-se como "meninos-do-coro" ou acomodados como a maioria das oposições madeirenses?!...



















segunda-feira, março 28, 2011

A justa homenagem a Sócrates


Vasco Palmeirim (Rádio Comercial) produziu um vídeo caseiro para prestar uma mais do que justíssima homenagem ao demissionário Primeiro-Ministro, José Socas. Vale a pena ver e ouvir em http://radiocomercial.clix.pt/tv/videos_caseiros.html

sábado, março 05, 2011

As piadas de Jardim à RTP-M



O folião Jardim antecipou o Carnaval madeirense, concedendo uma entrevista - em directo, para não ser censurado!!! - na RTP-M. As principais piadas ditas por ele são aqui reproduzidas e comentadas para animar a malta.

Recandidatura


- «...já disse tantas vezes que era a última vez que agora já não digo nada.» (Que nome se dá a quem não cumpre com o que promete?)


- «...desta última vez as coisas não correram como eu gostaria que tivessem corrido e de maneira que tomei esta decisão» (O que é que os políticos devem fazer quando não governam bem? É recandidatar-se?)


Resultados de J. M. Coelho


- «Olhe, devo dizer que fartei-me de rir». (Será que Jardim também se divertiu com os rumores de que a sua hospitalização se ficou a dever a um osso de coelho atraverssado na garganta?)

Conselho de Jurisdição do PSD-M


- «...Ainda não trabalhei nisso... vai ser um advogado. Vai ser o actual Presidente da Ordem dos Advogados... Ainda não falei com ele, pessoalmente, mas sei que ele aceita». (Que opção é que o Prada Júnior tem?)


Miguel Albuquerque


- «Não falo dos meus colegas de partido em público... Estes pontos de vista diferentes não têm nada de dramático». (Então por que razão desvaloriza e não comenta a rebeldia de Albuquerque?


Renovação no PSD-M


- «Já está feita! Entrou um terço de pessoas novas para a Comissão Política» (Alguém reconhece-lhes méritos para assumirem cargos importantes ou vão apenas fazer número?)


Lei de Meios


- «Queria explicar a génese desta Lei de Meios... A certa altura, o Primeiro-Ministro, mesmo por telefone, diz-me isto: "Escute, para sairmos todos bem disto, você concorda que a Lei de Finanças Regionais... só entre em vigor a partir de 2013 e, por outro lado, eu, através de uma lei que vou apresentar à Assembleia da República, dou-lhe um pouco mais do que isso, dou-lhe o que você ia receber pela lei que fica suspensa e mais qualquer coisa?"» (Então a Lei de Meios é a Lei de Finanças Regionais encapotada ou é mais uma manobra para desviar as atenções da obrigatoriedade dessas verbas serem canalizadas para a reconstrução?)


Dívida histórica da República


- «Tenho vinte peritos a trabalhar nisso». (E quanto custa esse trabalho?)


- «Eu aqui sou uma espécie de Astérix. Isto é uma aldeia da Gália, estamos aqui cercados pelos romanos imperialistas». ( E as Gálias que existem na Madeira, cercadas pelo jardinismo?)


Aterro e cordão humano


- «Eu sei que houve pessoas que não gostaram que eu dissesse essa expressão... Quando disse "Podem gritar à-vontade", estava a referir-me aos habituais, aos que deitam pedra em tudo». (Se as eleições legislativas regionais estivessem longe, será que Jardim admitiria que errou? Como ele muda sempre o que diz, será que podemos confiar neste disfarce de "cordeiro manso"?)


- «Também participei porque estava no muro da Quinta Vigia a ver a manifestação». (E as tentativas de desmobilização não são também uma forma de participação negativa?)


Marina do Lugar de Baixo


- «O Vice-Presidente do Governo garante que, no Verão, temos aquilo a funcionar». (Por que razão Jardim não disse que ainda vai enterrar lá mais de vinte milhões de euros?)


Poder do Mar e da Natureza


- «O mar na Madeira nunca será benigno. Nós não vamos mudar a Natureza!» (Mas não foi este sr. que disse na Ponta Delgada que tinha dominado a Natureza?)


- «Vamos ficar cientes de uma coisa: durante os próximos séculos, vamos ter problemas na costa, vamos ter estragos na costa e vamos reconstruir». (Será que Jardim está mesmo ciente disso, quando continua a deitar dinheiro ao mar ou agrada-lhe a reconstrução infindável?)


Política


- «A política é feita assim. Confesso que me mete nojo!» (Dito desta forma e pelo maior responsável político desta terra, importa perguntar se Jardim tem feito alguma coisa para a melhorar ou se, com estas tiradas, apenas pretende continuar como Único Importante na vida política madeirense).
P.S.: Foto obtida em: iva.caoazul.com.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Brilhante Desterradeiro!



Simplesmente brilhante! Eis o adjectivo apropriado para qualificar a recuperação que o Governo Regional tenciona efectuar na foz da Ribeira de João Gomes e de Santa Luzia. O aterro que lá está actualmente, bem como a tralha depositada junto ao cais - restos mortais do Balão Panorâmico e do ex-veleiro dos Beatles - vão ser reutilizados, graças à solidária Lei de Meios, numa nova marina, num porto de acostagem de navios até média dimensão e em duas praias.
Mal passou um ano e o Governo Regional da Madeira já encontrou uma magnífica solução para a degradada baia do Funchal! 40 milhões de euros, mais os sempre recomendados trabalhos a mais, que poderão ascender a um valor idêntico ao de base, vão permitir recuperar as infra-estruturas que a aluvião de 20/2/10 destruiu.

Essa verba vai ser retirada do bolo oferecido pela Lei de Meios, já que, da marina e do porto de acostagem de navios de médio calado ali existentes antes do temporal, apenas sobram uns blocos de cimento e pedra que nem servem para as gaivotas recuperarem energias. O mesmo pode ser dito relativamente ao Balão Panorâmico, que o vento estoirou, e ao ex-barco dos Beatles, que já nem serve para viveiro de taínhas, pois ficou ainda mais encalhado do que estava.

Os críticos desta solução governamental, designadamente a oposição e os ambientalistas, sempre as mesmas aves agoirentas, preferiam que estas verbas fossem canalizadas para os desalojados da intempérie. O Governo Regional assim não entendeu, alegando que é melhor enterrar essa verba, de uma só vez, na baia funchalense do que a distribuir pelas famílias sem habitação, na medida em que elas iriam edificar as suas casas em zonas de risco, logo seriam, a breve trecho, noutra enxurrada, levadas para a foz. Se as infra-estruturas recuperadas forem engolidas pelo mar, situação muito improvável, segundo os rigorosíssimos estudos técnicos e científicos que sustentam a decisão dos governantes, ao menos não haverá mortos. Brilhante!

Só a má-língua explica, pois, a acusação dirigida ao Governo Regional de desterradeiro. Pelo contrário, esta recuperação - é disso que se trata, efectivamente - de infra-estruturas afectadas pela aluvião é um exemplo de como a solidariedade da República está a ser bem gerida. E, se houver azar, estende-se novamente a mão e a generosidade será maior, já que os destroços também serão superiores...

sexta-feira, janeiro 28, 2011

A hora da Coelheira



Os resultados das eleições presidenciais demonstraram, inequivocamente, que o Coelho tirado da cartola, ou melhor, da barriga de aluguer PND é o novo líder da oposição madeirense ao jardinismo e a esperança da afirmação de uma alternativa séria, sem deixar de ser satírico-humorística, ao regime do gamelão vigente.
Já conhecíamos o sucesso das Coelhinhas da Playboy, mas nunca imaginámos que um Coelhinho da Plataforma Cívica PND conseguisse tanto êxito numa região tão conservadora como a Mamadeira, ainda por cima possuidora de tetas enormes...

A Plataforma Democrática ainda tentou garantir os serviços da grande atracção das últimas presidenciais, mas não conseguiu seduzi-la, antes pôs a nu as suas fraquezas, aliás bem evidentes no insucesso alcançado no apoio à candidatura de Manuel Alegre. A esse projecto e ao partido que o dinamizou augura-se uma travessia no deserto ou pelos jacintos serranos como acontece aos machos que perdem os combates pela conquista das fêmeas, no reino animal.

Em sentido contrário, assistiremos ao crescimento da coelheira PND, cujo coração baterá fortemente e multiplicar-se-ão os seus membros com ninhadas infindáveis de coelhinhos para desgraça dos restantes partidos, incluindo os que apelidam a referida plataforma cívica de nazi. Isso será a prova de que o tratamento carinhoso com que os detentores dos poderes instalados costumam mimosear os adversários políticos, com adjectivos como «comunistas», «traidores» e, agora, «nazis» não vão ter eficácia nenhuma, até porque os madeirenses já sabem o que é uma barriga de aluguer, graças ao contributo de Cristiano Ronaldo com o processo Ronaldo Júnior.

sábado, janeiro 22, 2011

Coelho, o Presidente parodiante



Acabou a campanha eleitoral. Chegou o dia da reflexão, que me levou a concluir que o candidato que melhor representa o espírito deste blogue e do país anedota em que vivo é, indubitavelmente, José Manuel Coelho! Daí o meu voto no Presidente parodiante.

Pensei, pensei e decidi que não posso votar Cavaco, porque é demasiado sisudo para Presidente da República, com a agravante de ser apoiado por gente muito séria como os seus amigos do BPN.

Reflecti, reflecti e concluí que Manuel Alegre não se encontrou com a alegria, com a alma de gaivota com que se apresentou nas eleições anteriores, supostamente por estar entre o fogo e o gelo, o que dá água morna, que não é propriamente o que precisamos nesta actual conjuntura política nacional.

Ponderei, ponderei e vi que a nobreza de espírito do pai da AMI não se compadece com as exigências da vida política que Belém reserva ao próximo inquilino desse palácio.

Analisei, analisei e imaginei o que fariam os restantes candidatos, se por acaso, num acidente eleitoral, conseguissem ser eleitos e, dramaticamente, cheguei à conclusão de que, afinal de contas, não tinha em quem votar nestas eleições presidenciais. Que chatice ter que engrossar o já vastíssimo leque de abstencionistas!

Porém, hoje, fez-se luz. Não estamos num país anedota, decadente e moribundo?! Faz algum sentido, então, levar estas eleições a sério?! Claro que não! Por isso, nesta primeira volta o candidato que melhor representa esta realidade nacional é José Manuel Coelho, em especial com as sátiras do submarino, dos sacos azuis de batatas, da Quinta da Coelha, entre outras paródias dignas de um Gil Vicente dos tempos modernos! E dele há a garantia de que o humor, a boa disposição e a crítica mordaz vão continuar, pois o seu projecto político não termina nestas eleições! Força Coelho!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Presidenciais: mais um Candidato



Há um novo candidato à Presidência da República. Chama-se SITE e tem uma capacidade de comunicação forma do comum, ou seja, esclarece tanto que a opinião pública fica na mesma.
A pré-campanha das Presidenciais tem sido verdadeiramente séria, interessante e digna de um país exemplar à escala mundial. Basta ver o nível cultural, intelectual e político de candidatos como José Manuel Coelho, Francisco Lopes, Fernando Nobre, Defensor Moura e - a grande surpresa dos últimos dias - o Site Silva.
Depois da sensacional admissão de Coelho ao referido acto eleitoral, fomos surpreendidos pelo candidato Cavaco Silva, quando apresentou uma personalidade ímpar e inaudita na corrida a Belém, o Site da Presidência da República, que tem como principais objectivos neste combate eleitoral revelar, tim por tim, toda a verdade sobre o caso BPN, mesmo que o excesso de informação (facturas, extractos bancários, estudos de mercado e previsões das empresas de rating) leve ao cansaço do povo português.
Aliás, sobre esta extensa panóplia de dados que o Site Silva apresenta ao eleitorado e que o vai deixar ainda mais confuso, fonte da Casa Civil apontará como responsável a pouca segurança dos sistemas informáticos de Belém, provavelmente espiados por S. Bento, que manipula e divulga informação desnecessária e inverídica, tendo em vista comprometer a reeleição do intocável, do inatacável, do insuspeito e do amicíssimo dos docentes - pediu que deixassem a Ludrinhas fazer o seu trabalho no ME, mesmo que estivesse a destruir a educação. Lembram-se?
Na Madeira, a pré-campanha está animadíssima e com um nível extraordinário, sobretudo quando Jardim critica Alegre por ter traído os portugueses na Argélia para, logo de seguida, afirmar que o mesmo candidato merecia outro respeito dos socialistas madeirenses, a quem acusa de apoiarem o Coelhinho... Brilhante manifestação de solidariedade jardinista para com o poeta candidato, que não apoia mesmo reconhecendo que o sr. Silva é o mal menor!
Em suma, estas eleições presidenciais prometem muito em termos de qualidade das propostas colocadas à discussão pelos grandes cérebros candidatos, que até nem há espaço para o ataque pessoal e de carácter. Se Eça de Queirós fosse ainda vivo, em vez de Uma Campanha Alegre, escrevia Uma Campanha Séria, no Site...