sábado, janeiro 22, 2011

Coelho, o Presidente parodiante



Acabou a campanha eleitoral. Chegou o dia da reflexão, que me levou a concluir que o candidato que melhor representa o espírito deste blogue e do país anedota em que vivo é, indubitavelmente, José Manuel Coelho! Daí o meu voto no Presidente parodiante.

Pensei, pensei e decidi que não posso votar Cavaco, porque é demasiado sisudo para Presidente da República, com a agravante de ser apoiado por gente muito séria como os seus amigos do BPN.

Reflecti, reflecti e concluí que Manuel Alegre não se encontrou com a alegria, com a alma de gaivota com que se apresentou nas eleições anteriores, supostamente por estar entre o fogo e o gelo, o que dá água morna, que não é propriamente o que precisamos nesta actual conjuntura política nacional.

Ponderei, ponderei e vi que a nobreza de espírito do pai da AMI não se compadece com as exigências da vida política que Belém reserva ao próximo inquilino desse palácio.

Analisei, analisei e imaginei o que fariam os restantes candidatos, se por acaso, num acidente eleitoral, conseguissem ser eleitos e, dramaticamente, cheguei à conclusão de que, afinal de contas, não tinha em quem votar nestas eleições presidenciais. Que chatice ter que engrossar o já vastíssimo leque de abstencionistas!

Porém, hoje, fez-se luz. Não estamos num país anedota, decadente e moribundo?! Faz algum sentido, então, levar estas eleições a sério?! Claro que não! Por isso, nesta primeira volta o candidato que melhor representa esta realidade nacional é José Manuel Coelho, em especial com as sátiras do submarino, dos sacos azuis de batatas, da Quinta da Coelha, entre outras paródias dignas de um Gil Vicente dos tempos modernos! E dele há a garantia de que o humor, a boa disposição e a crítica mordaz vão continuar, pois o seu projecto político não termina nestas eleições! Força Coelho!

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Presidenciais: mais um Candidato



Há um novo candidato à Presidência da República. Chama-se SITE e tem uma capacidade de comunicação forma do comum, ou seja, esclarece tanto que a opinião pública fica na mesma.
A pré-campanha das Presidenciais tem sido verdadeiramente séria, interessante e digna de um país exemplar à escala mundial. Basta ver o nível cultural, intelectual e político de candidatos como José Manuel Coelho, Francisco Lopes, Fernando Nobre, Defensor Moura e - a grande surpresa dos últimos dias - o Site Silva.
Depois da sensacional admissão de Coelho ao referido acto eleitoral, fomos surpreendidos pelo candidato Cavaco Silva, quando apresentou uma personalidade ímpar e inaudita na corrida a Belém, o Site da Presidência da República, que tem como principais objectivos neste combate eleitoral revelar, tim por tim, toda a verdade sobre o caso BPN, mesmo que o excesso de informação (facturas, extractos bancários, estudos de mercado e previsões das empresas de rating) leve ao cansaço do povo português.
Aliás, sobre esta extensa panóplia de dados que o Site Silva apresenta ao eleitorado e que o vai deixar ainda mais confuso, fonte da Casa Civil apontará como responsável a pouca segurança dos sistemas informáticos de Belém, provavelmente espiados por S. Bento, que manipula e divulga informação desnecessária e inverídica, tendo em vista comprometer a reeleição do intocável, do inatacável, do insuspeito e do amicíssimo dos docentes - pediu que deixassem a Ludrinhas fazer o seu trabalho no ME, mesmo que estivesse a destruir a educação. Lembram-se?
Na Madeira, a pré-campanha está animadíssima e com um nível extraordinário, sobretudo quando Jardim critica Alegre por ter traído os portugueses na Argélia para, logo de seguida, afirmar que o mesmo candidato merecia outro respeito dos socialistas madeirenses, a quem acusa de apoiarem o Coelhinho... Brilhante manifestação de solidariedade jardinista para com o poeta candidato, que não apoia mesmo reconhecendo que o sr. Silva é o mal menor!
Em suma, estas eleições presidenciais prometem muito em termos de qualidade das propostas colocadas à discussão pelos grandes cérebros candidatos, que até nem há espaço para o ataque pessoal e de carácter. Se Eça de Queirós fosse ainda vivo, em vez de Uma Campanha Alegre, escrevia Uma Campanha Séria, no Site...


quarta-feira, dezembro 22, 2010

Elevada responsabilidade nas tragédias!



Estou muito sensibilizado com o elevadíssimo sentido de responsabilidade da classe política alaranajada madeirense, evidenciado nas catástrofes naturais que assolaram a Madeira, desde 20 de Fevereiro. Ainda temos políticos que sabem assumir as suas culpas. A Madeira é exemplo nacional nesta matéria, o que não surpreende tratando-se de um povo superior...


Os trágicos acontecimentos de 20 de Dezembro que levaram à destruição de bens materiais avultados no Curral das Freiras demonstram a qualidade excepcional dos nossos governantes e autarcas. Mal a desgraça aconteceu, foram aos locais mais afectados e pediram a demissão por não terem dado ouvidos às reclamações populares, expressas em abaixo-assinados, há algum tempo.

Os incêndios de Verão, que devastaram parte significativa da laurissilva, também mereceram idêntica atitude de quem de direito, em especial do Director Regional das Florestas e dos responsáveis pela Protecção Civil. Aliás, esses actos de contrição deixaram a oposição sem jeito, pois ficou sem culpados para apontar, ou seja, foi chamuscada juntamente com os ambientalistas

Mas foi, essencialmente, em 20 de Fevereiro que estes gestos de humildade dos responsáveis pela "coisa pública" causaram maior perplexidade, pois até então não se viu demissões de responsáveis políticos nesta Região. Jardim deu o exemplo e seguiram-se secretários regionais e Presidentes de Câmara, por terem permitido construções em linhas de água e zonas de risco. Com tal elevado sentido de responsabilidade, toda a oposição ficou sem capacidade para se aproveitar da desgraça alheia.

Mais extraordinário ainda foi ouvir Jardim dizer, no Jantar de Natal da família social-democrata, que não se vai recandidatar à liderança do seu partido porque já não consegue garantir a renovação nos quadros dirigentes. Isto é que é desapego ao poder e capacidade de saber o momento certo de abandonar a actividade política! Como admiro esta casta alaranjada de políticos superiores madeirenses!

Nota: foto de http://geia-deusaterra.blogspot.com/2009/07/curral-das-freiras.html



sexta-feira, novembro 19, 2010

Auteridade, Greve Geral e FMI: tudo inevitável!





A auteridade imposta pelos PEC´s e pelo Orçamento de Estado para 2011 foi classificada pelo Governo de Salvação Nacional (PS, PSD e Presidência da República) de inevitável. Em resposta, as centrais sindicais também consideram uma inevitabilidade a Greve Geral de 24/11. Os portugueses em geral, porque não acreditam na eficácia destas medidas e lutas, avançam com outra solução incontornável para os problemas económicos e financeiros do país: chamem o FMI!


Nas últimas eleições legislativas nacionais, fartos dos tiques pouco democráticos do Governo do engenhocas Socas, festejámos a perda da maioria absoluta, convencidos que o diálogo iria substituir a arogância e o
quero-posso-e-mando. Ainda ficámos mais confiantes das virtudes dos governos minoritários quando a maioria parlamentar na Assembleia da República forçou os governantes a "engolir em seco" algumas medidas contrárias às suas vontades, em especial na área da Educação. Porém, passado pouco tempo, perdemos essa janela de esperança, devido à colagem do PSD às medidas governamentais - o tal Centrão dos Interesses. Isso viu-se no PEC II e, agora, na aprovação do Orçamento de Estado, com a benção do sr. Silva e, mais incrível ainda, abstenção dos deputados do PSD-M, apesar de toda a gritaria do Papadas.

Perante tamanho ataque aos bolsos dos portugueses, em nome da inevitável austeridade, cuja responsabilidade é atribuída à crise económica e financeira, a CGTP-IN e a UGT não podiam deixar de se entender quanto à convergência na inevitável Greve Geral do próximo dia 24, pois os motivos para a luta são mais do que muitos. As centrais sindicais estão cientes de que a razão está do lado delas, até porque estudos de opinião referem que a maioria da população concorda com esta forma de luta, apesar de menos de 20% manifestar intenção de aderir à mesma. O que será que leva a esta discrepância? Por que razão uma greve inevitável não conduz à inevitabilidade da adesão à mesma? Será a falta de garantias, quanto a recuos do Governo, já que também admite que as inevitáveis medidas tomadas são duras, mas já tem o apoio parlamentar suficiente para as implementar? Ou será por já ter percebido que esta forma de pressão só poderá ser útil para avisar o futuro Governo de Portugal, já que o actual tem os dias contados, mas para tal ainda teremos novas eleições, onde esse sinal deverá ser dado de forma clara?

Mas, para além das dúvidas quanto à eficácia da inevitável Greve Geral, como protesto à invevitabilidade da austeridade, passe a redundância, ainda surge outra inevitabilidade: chamar o FMI para pôr ordem nas contas públicas portuguesas, pois o Centrão dos Interesses manifestamente não é capaz de cumprir esse desiderato.

Assim, perante tanta inevitabilidade, o que é que posso evitar como cidadão, trabalhador e patriota? Nas minhas mãos está apenas a decisão de aderir à Greve Geral, evitando que o País me pague mais um dia de salário...

quarta-feira, outubro 20, 2010

A justíssima avaliação extraordinária



A avaliação extraordinária do desempenho docente, em curso,
tem sido muito elogiada nos estabelecimentos de ensino e educação da RAM, sobretudo por ser justíssima na valoração de 1 ponto ao exercício de cargos de reconhecido interesse público ou de relevante interesse social, designadamente de autarcas, deputados, comissão de protecção de crianças e jovens em risco e dirigentes sindicais.

O contentamento é tão grande entre a classe docente que muitos deles admitem que vão se candidatar, nos próximos actos eleitorais, a essas funções por forma a também beneficiarem de tamanho reconhecimento, pois dar aulas ou exercer cargos nas estruturas intermédias das escolas, como de directores de turma ou delegado de disciplina, apenas vale 0,1, ou seja, zero e quase nada! Tomando consciência de que ser professor não tem relevante interesse público ou social, contrariamente ao que julgavam, os docentes vão procurar o reconhecimento do seu trabalho como deputados - até poderão finalmente desencadear as alterações legislativas que aguardam há muito em prol da classe -, autarcas e dirigentes sindicais.

As justificações do Xico Esperto e da Coordenadora do SPM para a situação de privilégio conferida aos referidos cargos mereceu grande aplauso dos professores e educadores, pois eles é que são os verdadeiros professores, os mestres, e «não têm outra maneira de ser avaliados», como referiu a dama, mesmo sabendo que bastaria apenas ter frequentado umas acções de formação para obter uma avaliação final de excelência, que foi o que aconteceu com o autor deste artigo, o qual recusou utilizar a referida valoração e obteve a classificação de Muito Bom.

Só que fazer formação e actualização é uma maçada para quem prefere as vantagens de abrir e fechar acções para outros...


Nota: imagem retirada de www.domingosmoreira.tv/blog/tag/avaliao.

terça-feira, outubro 05, 2010

Coitadinhos dos acusados de Santana!


Aquilo não se faz! Acusar ilustres figuras públicas que deram muito pelo município de Santana, como o Carlinhos, o Almadinha, o Pedrinho e o Candelariazinha, e pela Madeira, como o Luquinhas, é uma injustiça tremenda!
Eles não são burlões, contrariamento ao que o Ministério Público acusou. Eles limitaram-se a distribuir a famosa riqueza da Singapura do Atlântico pelos mais carenciados - uma espécie de Robim dos Bosques - já que a oferta de um campo de ténis a um hotel de colmo é um gesto de enorme solidariedade, justiça social e alcance turístico: acaba-se com a hotelaria de palheiro e aposta-se no turismo de qualidade...

Se era para acusar inocentes era melhor que a Justiça continuasse longe de Santana, que tem sido uma espécie de terra sem lei, ou melhor, ali vigora ainda a lei dos senhorios, que tão bons resultados tem apresentado.

A promiscuidade entre o que é público e privado sempre existiu neste concelho e é uma garantia de que o bem comum será sempre devidamente salvaguardado. Reparece-se no que ainda acontece na central de britagem que o Governo Regional alugou, nos Moinhos (Faial) à AFA para que esta empresa tivesse um estaleiro de apoio à construção da Via Expresso Faial-Santana. A obra está concluída há muito tempo, mas o espaço e o equipamento públicos continuam nas mãos dos particulares apenas para que possam zelar bem por ele... E, claro, ganhar uns cêntimos, porque a crise chegou a todos...

A prova de que esta investigação não deveria ter avançado é que a denúncia feita ao Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal não foi assinada pelos dois vereadores socialistas. Isto significa que também a oposição não era unânime nas suspeitas apresentadas. E não venham com insinuações de que também ela está feita com a maioria...

Espero, sinceramente, que os injustamente acusados compareçam no tribunal para provar a sua inocência, em vez de se esconderem nos habituais malabarismos da imunidade parlamentar, porque isso é próprio dos cobardes e não é o caso destes heróis da causa pública.


segunda-feira, setembro 20, 2010

Reconstrução e reflorestação: negócios solidários



A reconstrução e reflorestação da Madeira são oportunidades únicas dos empresários do regime efectuarem negócios altamente solidários. E ainda há quem os acuse de serem insensíveis a tudo o que não dá lucro... Que ingratos!

Vejamos dois exemplos. Na ribeira da Ponta do Sol, a extracção de pedra e inertes faz-se com grande afã. Máquinas e camiões seleccionam o material que deve seguir para a Marina do Lugar de Baixo, o tal cemitério subaquático de dinheiros públicos. Para não estragar ainda mais a orla costeira referida, em vez de serem transportadas as pedras maiores para o pontão protector da marina, dá-se prioridade às de menores dimensões, sendo levadas as melhores para as britadeiras do patrão, que as há-de transformar em farinha. Reduzidas a inertes, não voltarão a fazer destruição! Isto é que é preocupação com o interesse comum! Mais: isto é solidariedade com os cofres da Região!

Outro caso de negócio excepcionalmente solidário é o da reflorestação, em que a figura pública governamental mais mediática, no que às questões do rochedo silvestre diz respeito, garante que podemos ficar sossegados com os meios existentes para combater os incêndios, até porque, nos casos de ineficácia não assumida dos mesmos, concorrerá com a sua empresa para tratar da flora santa do nosso paraíso.

Em suma, podemos ficar sossegados quanto a eventuais intempéries e incêndios. A solidariedade dos empresários do regime salva-nos!...

P.S.: Foto retirada de olhodefogo.blogspt.com.