
Acabou a campanha eleitoral. Chegou o dia da reflexão, que me levou a concluir que o candidato que melhor representa o espírito deste blogue e do país anedota em que vivo é, indubitavelmente, José Manuel Coelho! Daí o meu voto no Presidente parodiante.
Pensei, pensei e decidi que não posso votar Cavaco, porque é demasiado sisudo para Presidente da República, com a agravante de ser apoiado por gente muito séria como os seus amigos do BPN.
Reflecti, reflecti e concluí que Manuel Alegre não se encontrou com a alegria, com a alma de gaivota com que se apresentou nas eleições anteriores, supostamente por estar entre o fogo e o gelo, o que dá água morna, que não é propriamente o que precisamos nesta actual conjuntura política nacional.
Ponderei, ponderei e vi que a nobreza de espírito do pai da AMI não se compadece com as exigências da vida política que Belém reserva ao próximo inquilino desse palácio.
Analisei, analisei e imaginei o que fariam os restantes candidatos, se por acaso, num acidente eleitoral, conseguissem ser eleitos e, dramaticamente, cheguei à conclusão de que, afinal de contas, não tinha em quem votar nestas eleições presidenciais. Que chatice ter que engrossar o já vastíssimo leque de abstencionistas!
Porém, hoje, fez-se luz. Não estamos num país anedota, decadente e moribundo?! Faz algum sentido, então, levar estas eleições a sério?! Claro que não! Por isso, nesta primeira volta o candidato que melhor representa esta realidade nacional é José Manuel Coelho, em especial com as sátiras do submarino, dos sacos azuis de batatas, da Quinta da Coelha, entre outras paródias dignas de um Gil Vicente dos tempos modernos! E dele há a garantia de que o humor, a boa disposição e a crítica mordaz vão continuar, pois o seu projecto político não termina nestas eleições! Força Coelho!