quarta-feira, novembro 02, 2011

Viva o Cabouco!





Aquela coisa que se instalou lá para os lados da cabouqueira, sob a benção do amigo da Quinta-Que-Vigia-Tudo-E-Todos, afinal, continua na mesma, ou seja, não pára de queimar vice-coordenadores à média de um por cada dois anos, se tanto... Alguém está a esfregar a pestana de contente.



Agora foi a vez do Pouco Fôfo. Pobre rapaz! Não quis ouvir o que lhe disseram atempadamente e acabou na fogueira. Tal como eu e como a minha antecessora. E como todos os outros que assumam o cargo com vontade própria e coragem para agitar o Pântano das Garças, agora reduzido a um lamacento cabouco...

A não ser que a pestanuda finalmente assuma o cargo que não quer que outros exerçam, para melhor salvaguardar os seus interesses, em especial na área da formação, antes que alguém lhe peça contas da sua central financeira, até aqui isenta da sua apresentação pública.

Mais brilhante ainda seria ela assumir também o cargo de Coordenadora, já que o seu pau-mandado por vezes amua e este não é tempo para correr riscos. E quem sabe se o ambicionado sonho de exercer funções governativas não se concretiza? Ao fim e ao cabo, em que é que o líder do outro alicerce sindical docente é diferente? A laranjada até é a bebida que ambos bebem ñas reuniões com o amigo da tal quinta...

Mas a tal que anda a esfregar as pestanas de contente também pode recorrer a outro expediente à moda do chefe: escolher para vice uma figura como a atual Coordenadora. Não importa que as colegas não se revejam na sua postura e imagem, nem que dê erros de sintaxe como o do último artigo de opinião, desde que haja uma fidelidade canina ou suína.

Enfim, viva o Cabouco e os coveiros do sindicalismo docente madeirense! Não há dúvidas de que merecem a minha quotização mensal. Até quando? Continuo à espera da resposta do machiquense...

domingo, outubro 09, 2011

A luta continua!


Foi por pouco que não tirámos a maioria absoluta ao jardinismo. Isto significa que ainda falta mais trabalho nas oposições e, sobretudo, melhor comunicação, no terreno, junto do povo.
O próximo desafio que será colocado a todos está já aí. Trata-se do resgate da dívida madeirense, ardilosamente reservado para depois do ato eleitoral, para não penalizar o PSD-M. Agora o que importa é travar um combate feroz e firme contra todas as tentativas continentais que visem uma duplicação de sacrifícios para os madeirenses. Nesta causa deveremos estar todos unidos, porque está em causa o nosso futuro coletivo como madeirenses, independentemente de ser Jardim a conduzir as negociações.
A cura de oposição do PSD-M foi adiada, mas a mudança de ciclo decorre.
Entretanto, o PS-M tem que renascer das cinzas, para bem da democracia na Madeira, depois de uma inevitável reflexão profunda interna, para corrigir erros crassos e potenciar um futuro melhor, talvez daqui a quatro anos.
O CDS tem a responsabilidade de liderar a oposição, num quadro político adverso e num papel ingrato de ser governo em Lisboa, que lhe pode custar perda de votos.
Vamos também ver o que será o PTP capaz de fazer no Parlamento, num tempo em que também terá de apresentar trabalho, propostas e não só espetáculo.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Eleições: votar para mudar!


Como o momento que a Madeira vive é grave, desta vez não vou parodiar, para que não haja ambiguidades na interpretação da minha intenção de voto. No dia 9, domingo, os madeirenses têm uma oportunidade histórica para derrubar o jardinismo, votando nas oposições.
Rtirar a maioria absoluta ao partido que nos levou a esta desgraça, à bancarrota, ao descrédito externo dos madeirenses e a previsíveis mais cortes é um imperativo cívivo e de sanidade mental.
Assim, ninguém minimamente responsável pode deixar de votar nestas eleições legislativas, para contribuir para a mudança, para a melhoria da democracia na Madeira, para a derrota dos batoteiros, dos esbanjadores de dinheiros públicos em obras megalómas que apenas têm utilidade para quem as constrói.
Este regime cheira a mofo e já está a cair de podre. Não é capaz de encetar a viragem que se impõe, quer de políticas, quer de visão de futuro. Antes que nos empurrem para o fundo de um buraco ainda maior, temos que manifestar pelo voto toda a nossa discordância e protesto pelos erros governamentais. Assim, a alternativa é votar nas oposições, sobretudo naquelas que dão garantias de não estender a mão a Jardim, quais bengalas, após a perda da maioria absoluta.
A democracia na Madeira precisa de alternância para acabar com os abusos de poder, com a corrupção, com o nepotismo, com o despesismo, com a incompetência, com os limites à liberdade de expressão...
O momento que vivemos é sério. Por isso, aproveitemos esta oportunidade histórica para votar com responsabilidade por um futuro melhor para todos os madeirenses.

quarta-feira, outubro 05, 2011

SPM: coerência a dobrar!


O Sindicato dos Professores da Madeira é de uma coerência inimaginável, só ao alcance das organizações com liderança forte, logo não manipuláveis. Senão vejamos: no dia 1/10, na manifestação promovida pela USAM, junto à Quinta Vigia, cantou «Está hora, está hora de Jardim ir embora» e, no dia 5, acolheu-o nas suas novas instalações, deu-lhe tempo de antena e aplaudiu as promessas eleitoralistas, mesmo sabendo que podem prejudicar os colegas continentais que lecionam na RAM,
se algum dia forem cumpridas...
Não há como ter duplos também nas organizações sindicais. Os associados ficam duplamente satifeitos com os resultados da luta. Veja-se o que o SPM foi capaz de fazer em menos de uma semana. Pelo menos dois SPM´s foram vistos nos últimos dias. Um que não dá tréguas a Jardim e acha que ele tem de deixar a governação e outro que o recebe de braços abertos, nas novas instalações, dando-lhe todo o protagonismo da cerimónia da inauguração e o palanque para fazer campanha eleitoral. Simplesmente admirável!
A isto chama-se coerência na incoerência ou teatro sindical para agradar a gregos e a troianos, procurando estar bem com Deus e com o Diabo, embora na hora da verdade, fazendo o balanço das vitórias laborais alcançadas em prol da classe que representa, a balança penda mais para o lado do último. É uma chatice ser perfeito, quando é mais motivador dar expressão aos instintos maquiavélicos e dionisíacos...
Os sindicatos de professores da Madeira modernizaram-se, adaptaram-se à realidade e não têm pudor nem vergonha em participar assumidamente na batota eleitoral. Essa coisa dos professores e suas organizações de classe fazerem da educação os pilares da formação da consciência cívica é chão que já deu uvas. Isso é um anacronismo, lá dos tempos da velha senhora, quando Américo Tomás foi à Universidade de Coimbra e os estudantes puxaram as capas negras por onde ele se pavoneava, fazendo-o passar um mau bocado.
Hoje, como se viu na inauguração das novas instalações do SPM, estende-se a melhor passadeira ao ditador para que ele faça a sua campanha eleitoral. Não fora o protesto do PND, no exterior, e ficaríamos com a ideia de que, na Madeira, a ditadura é bem aceite, mesmo que falte tudo nas escolas para que as inaugurações não sejam comprometidas...
Enfim, são os sinais dos tempos. Agora, a ditadura e a batota eleitoral são virtudes...

segunda-feira, junho 20, 2011

A excelência da Educação na RAM





Aproxima-se o fim do ano lectivo 2010/2011. Neste momento, já podemos, pois, destacar alguns sinais de excelência que o sistema educativo madeirense evidencia: rigor e exigência na avaliação dos alunos; consagração da autonomia financeira das escolas, que lhes permite reforçar os orçamentos com
dinheiro e consumíveis suficientes; e a revisão global do ECD-RAM em tempo recorde e de forma consensual.


Começando pelo rigor e exigência da avaliação dos alunos, os madeirenses podem ficar tranquilos com a excelência de medidas tomadas por responsáveis de estabelecimentos de ensino bem cotados no sistema educativo regional, designadamente ao pressionarem conselhos de turma a darem níveis positivos a alunos com mais de três negativas, incluindo as disciplinas de exame (Português e Matemática), para, assim, garantirem a transição destes para o 10.º ano, mesmo prevendo-se que venham a obter níveis insuficientes nas tais provas nacionais. Há relatos de alunos admitidos a exame que, sem pressões, iriam ficar retidos com cinco ou mais níveis finais insuficientes e até de docentes que souberam que as suas notas foram alteradas, sem seu conhecimento e consentimento. Sem dúvida que este indicador revela a elevada qualidade do nosso sistema educativo!... O Director de Turma e a Direcção Executiva é que são responsáveis pela avaliação dos alunos! Isto está bonito, está!...


Outro indicador, mais badalado, nos últimos dias, é o da autonomia financeira das escolas, que lhes tem permitido fazer alguma engenharia orçamental, recorrendo à figura do professor-benfeitor, ou seja, o docente patrocina a escola, levando, a expensas próprias, resmas de papel para imprimir testes e demais documentos para informação e estudo dos alunos, sem falar do papel higiénico e da utilização do telefone pessoal para contactar encarregados de educação... Assim se prova que a educação é, de facto, uma área estratégica para o desenvolvimento da RAM e que não compromete a concretização do Programa do Governo, nomeadamente as famosas obras megalómanas, nem o jackpot para a Assembleia Legislativa, que assegurará as jantaradas e a animação das campanhas eleitorais que se avizinham. Isso, sim, é o que se chama visão estratégica para o futuro da Madeira! É a excelência das nossas Excelências!


Os docentes que exercem funções na RAM têm ainda outras razões para continuar a aplaudir este excelentíssimo Governo Regional, em especial pela celeridade e consensualidade com que foi feita a revisão global do ECD-RAM, que, finalmente, vai determinar as futuras regras da avaliação de desempenho docente, logo sem o extraordinário e justíssimo modelo rectroactivo que pretendia dar eficácia ao famoso Bom administrativo, mas que apenas foi eficaz para alguns - os excelentes... Isto significa que, uma vez mais, os docentes madeirenses partem à frente dos colegas continentais, quando arrancar o próximo ano lectivo, pois já saberão com que regras vão ser avaliados: burocracia, burocracia e mais bur(r)ocracia, eis o fermento da excelência no desempenho docente...





domingo, maio 29, 2011

A Paródia Eleitoral


As Eleições Legislativas de 5 de Junho. como já percebemos,
não vão decidir nada. Cavaco já as ganhou, pois ficará com a responsabilidade de escolher um governo de iniciativa presidencial que faça-que-governa-mas-não-governa porque se limitará a dizer ámem à troika internacional.



Mesmo ciente da inutilidade destas eleições, não deixarei de participar neste "faz-de-conta", apenas centrado no que está em jogo para os madeirenses, que vão eleger 6 deputados, ou melhor, ainda podem decidir se o PSD-M alcança 4 ou 3, já que o PS-M e o CDS-PP já têm praticamente garantida a conquista de uma mandato, faltando saber se o PND e o PT conseguem retirar um lugar ao partido maioritário na RAM.

Assim, vou votar no PSD-M porque apresenta um cabeça-de-lista, Alberto J. Jardim, de confiança: vai cumprir novamente o mandato, deixando os restantes eleitos pelo seu partido com maior disponibilidade para tratar da vidinha...


Votarei também no PS-M como forma de reconhecimento da grande coerência do seu cabeça-de-lista, Jacinto Serrão, que acusou, e bem, Sócrates de ser neoliberal, nas eleições internas, e agora pede-nos para votarmos num Primeiro-Ministro que ele não queria nem como líder do Partido Socialista...


O meu voto vai ainda para o CDS-PP, cujo cabeça-de-lista cumpriu com o que havia prometido no sufrágio anterior, nomeadamente no que diz respeito à defesa dos interesses da Madeira, onde se destacou na sensibilização do parlamento nacional para as vantagens da aprovação de uma Lei de Meios que entregou a Jardim milhões de euros unicamente direccionados à reconstrução do aterro...


Agora voto CDU, PTP, BE, MPT, PAN e demais panóplia de partidos concorrentes a estas eleições pelo carácter democrático que garantem às mesmas, embora não participem em debates e frente-a-frentes como seria normal num regime democrático maduro.



Excluo desses partidos o PND, que definitivamente não merece o meu voto pelo seu radicalismo, ódio de estimação ao Único Importante desta terra e amadurismo da sua acção política, que leva os senhores da Madeira Velha a perturbar as inaugurações jardinistas! Então não era melhor para os rapazes deste partido portarem-se como "meninos-do-coro" ou acomodados como a maioria das oposições madeirenses?!...



















segunda-feira, março 28, 2011

A justa homenagem a Sócrates


Vasco Palmeirim (Rádio Comercial) produziu um vídeo caseiro para prestar uma mais do que justíssima homenagem ao demissionário Primeiro-Ministro, José Socas. Vale a pena ver e ouvir em http://radiocomercial.clix.pt/tv/videos_caseiros.html