terça-feira, julho 31, 2012

Intervalo


Porque parodiar também cansa;
Porque fazer humor a partir de situações dramáticas como as que estamos a viver é reprovável;
Porque no teatro também há uma pausa entre um ato e outro;
A Paródia Madeirense vai para INTERVALO, prometendo voltar assim que haja disposição para tal...

domingo, maio 20, 2012

Ainda o «Caso Campo de Ténis de Santana»


A sentença do polémico «Caso Campo de Ténis de Santana», que condenou Carlos Pereira (ex-presidente da CMS) e José Almada (ex-vereador da CMS) a três anos e meio de pena suspensa e ao pagamento de 20.000 e 10.000 euros, respetivamente, deixou-me sem saber se devo rir ou ficar com uma carranca de preocupado.
Quando tive conhecimento da sentença, a minha primeira reação foi de estrondoso grito de vitória como se tivesse marcado um golaço nas redes da arrogância, prepotência e compadrio dos ditadores que se julgam donos desta terra.
De seguida, desci à terra e comecei a pensar na enorme tolerância do sr. juiz Filipe Câmara, já que a moldura penal previa para este crime de prevaricação uma pena de 2 a 8 anos e nem metade dela foi aplicada, apesar da verba a atribuir às instituições de caridade pelos condenados. 
Apesar disso, de imediato lembrei-me que os referidos ex-autarcas do PSD-Madeira estão também a ser julgados de doze crimes no «Caso Rocha de Baixo», que, na eventualidade de serem condenados novamente, dificilmente evitarão a prisão efetiva.
Como autor da denúncia que desencadeou a investigação deste caso, por ser na altura vereador do PS-M na referida edilidade, senti um misto de satisfação e de revolta. A primeira por ter visto reconhecida a razão das minhas suspeitas e a segunda pela demora no apuramento da verdade - cerca de dez anos!
Quanto ao facto do tribunal se sentir incompetente para julgar a decisão política do Governo Regional construir este campo de ténis no terreno de um particular, que ficará com a posse do mesmo passados vinte anos, só me resta apelar aos eleitores santanenses para que façam esse julgamento nas urnas, já nas próximas eleições autárquicas, castigando quem usa o dinheiro de todos nós para encher a barriga dos compadres.
A parte mais hilariante desta sentença foi a reação do Vigia dos Angustiados ao fazer mais uma das suas habituais cambalhotas, já que, depois de ter afirmado, noutras ocasiões, que a justiça na Madeira era exemplar, desta feita elogiou o trabalho dos juízes dos tribunais superiores, do Continente, certamente a tentar colocar pressão no responsável por esta sentença, que também tem entre mãos o processo do «Caso Rocha de Baixo». Sintomático! 
Resta-me fazer duas provocações: por que razão a comunicação social omitiu o mérito de quem teve a coragem de fazer a denúncia deste caso? Por que razão outros políticos das oposições não desencadeiam investigações como esta, apresentando denúncias? Não será certamente por falta de matérias geradoras de suspeitas...

terça-feira, abril 24, 2012

Concentrados na propaganda eleitoral


O que se passou na denominada «Concentração pelo emprego docente», no dia 21 de Abril, na placa central da Av. Arriaga, uma iniciativa promovida pelo SPM, demonstra que o ainda meu sindicato está tão concentradíssimo na propaganda eleitoral a favor da lista A, a da continuidade, que nem consegue se aperceber do triste espetáculo que está a dar. Até faz lembrar aquele condutor que conduz tão concentrado no trânsito para evitar choques, mas esquece-se de abastecer o veículo e de o levar à oficina e à inspeção...
A concentração dos dirigentes atuais do SPM na propaganda eleitoral interna teve o primeiro episódio no início da semana, quando, travestidos de candidatos aos órgãos internos, chamaram a comunicação social para uma iniciativa de campanha da sua lista junto ao Instituto de Emprego para, por mera coincidência das estrelas, abordar o tema do emprego docente, que eles próprios tinham escolhido para o evento do sábado seguinte. Na verdade, nada os impedia de promover essa ação, que é tão legítima como outra qualquer. O problema é que os tais travestis não foram capazes de retirar as máscaras de candidatos e levar a efeito uma conferência de imprensa oficial, com a presença da Coordenadora do SPM, Marília Azevedo, como é habitual, para promover e mobilizar a classe docente à participação no evento de sábado. Por que será que se esqueceram desta parte importante da mobilização das massas? Terá sido porque acharam que já a tinham feito na 2.ª, embora como candidatos ou a concentração máxima na propaganda fez esquecer este importante aspeto?
O segundo episódio deste folhetim aconteceu no sábado, em que a Coordenadora se tornou no centro de todas as atenções pela sua ausência na concentração. Sendo ela talvez o único membro da Direção que não anda concentrada na propaganda eleitoral, por razões óbvias, teve uma atitude louvável ao demarcar-se - alegou razões familiares, nunca por si utilizadas - desta palhaçada, pondo, contudo, uma vez mais em evidência a falta de coesão, de união da equipa que quer continuar à frente do SPM, mesmo sabendo que não oferece condições reais de estabilidade diretiva como sempre previmos, porque interessa aos poderes ocultos um sindicato fraco e dividido.
O momento culminante desta fantochada eleitoralista ocorreu quando a Lista B denunciou os verdadeiros propósitos desta iniciativa. Afinal, ainda há quem não se deixe levar por manobras baixas daqueles que não têm pudor em utilizar o sindicato em benefício próprio. O Vigia da Quinta que nos Angustia não faria melhor..
A consequência imediata foi o fiasco completo desta ação de luta, a avaliar pelas poucas dezenas de docentes participantes nela, talvez inferior ao número de candidatos efetivos e suplentes da referida lista promotora. É claro que também é discutível a opção tomada relativamente à bandeira desta iniciativa - emprego docente - numa altura em que os docentes sentem na pele problemas mais graves como a avaliação de desempenho, o congelamento das progressões na carreira, os retroativos por pagar a quem
subiu de escalão e a falta de recursos financeiros nas escolas, entre outros. Mas os iluminados da Direção do SPM tinham que fazer alguma coisa para limpar a má imagem deixada com a não adesão à greve geral. Só que fizeram uma avaliação precipitada da situação real da classe e da educação na RAM, próprio de quem está comodamente instalado na sua torre de marfim e prefere interpretar vontades em vez de andar pelas escolas a ouvir os docentes em plenários e sessões de esclarecimento.
Acresce que quem fica muito mal visto com esta trapalhada não é apenas os seus promotores mas sobretudo a instituição SPM, que cai ridículo e no descrédito público. Novamente...

quarta-feira, março 21, 2012

Fazer greve à greve






O ainda meu sindicato decidiu fazer greve à greve de 22 de Março, uma decisão muito democrática e justificada com argumentos verdadeiramente hilariantes.


Recebi no meu email, uma mensagem do SPM que tinha como assunto «Esmagadora maioria dos associados do SPM transmitiu indisponibilidade para adesão à Greve Geral». É um título talvez maior do que o nariz do Pinóquio e muito esclarecedor quanto ao modo como a sua Direção brinca com assuntos sérios, como pude verificar ao ler a totalidade do texto. Nele confirmei que a decisão tomada não resultou apenas da votação dos associados presentes na Assembleia Geral, cujo número foi propositadamente omitido, mas da transmissão(?), por parte da esmagadora maioria de associados, da «sua indisponibilidade para, no momento presente, aderir a um dia de greve». É caso para perguntar se esta “transmissão” corresponde à conhecida telepatia ou a outras forças sobrenaturais do reino da parapsicologia, já que não fui ouvido e como eu a esmagadora maioria dos sócios, nem na Assembleia Geral nem em sessões espíritas sobre esta matéria.
Sabendo de antemão da fraca consistência do argumento telepático, a mensagem acrescenta que «Aos corpos gerentes do SPM cabe saber interpretar e respeitar a vontade expressa pela maioria dos seus associados em diversas ocasiões formais e deliberativas.» e que «A posição do sindicato reflete a posição do coletivo, verbalizada, não apenas na Assembleia Geral de 16 de março mas também nos plenários realizados nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro últimos.», isto é, aderir ou não a esta forma de luta depende da interpretação que a Direção faz da vontade dos associados e não, exclusivamente, da votação destes em Assembleia Geral, o único órgão que tem competência para o efeito (alínea h, do artigo 21.º dos Estatutos). Agora compreende-se o porquê desta tomada de decisão a menos de uma semana da data da greve geral e sem a habitual convocatória do referido órgão, via email, como aconteceu, por exemplo, na anterior (24/11/11), cuja deliberação foi tomada com um mês de antecedência (27/10). A sabedoria interpretativa de vontades, pelos vistos, dispensa estas formalidades e maçadas, sobretudo, quando a prioridade é reconquistar o poder interno, como se viu com a curiosa coincidência da Assembleia Geral ter decorrido momentos após a apresentação oficial da candidatura de continuidade…
Em suma, a Direção do SPM, com poderes sobrenaturais e sabedoria interpretativa de vontades, não precisa de sócios nem de greves nem de luta sindical. Basta-lhe confiar no instinto “matador” do Vigia dos Angustiados, que ele resolve, como o Liedson, nem que seja com autogolos…

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Julgamento dos Compadres no Funchal






No dia 29, na próxima quarta-feira, inicia-se o julgamento do polémico caso "Campo de Ténis de Santana", no Tribunal de Vara Mista do Funchal, a partir das 14.00 horas, onde os compadres Carlos Pereira (ex-presidente da
Câmara Municipal de Santana), José Abel Alamada (ex-vereador da CMS), José Pedro Martins (proprietário do hotel "O Colmo"), António Candelária
(ex-presidente da União Desportiva de Santana) e Jaime Lucas (ex-presidente do IDRAM) tentarão defender-se da acusação de burla qualificada. Está, assim, garantida a continuidade do Carnaval madeirense, que começou na Festa dos Compadres e que se encerra neste julgamento que promete...

Aguarda-se, de facto, um espetáculo fantástico com os acusados a garantirem, a pés juntos, que agiram de boa fé, que utilizaram os dinheiros públicos com as melhores das intenções, pois pretendiam dotar a União Desportiva de Santana com uma infraestrutura desportiva singular, construída nos terrenos de uma unidade hoteleira, não para a dotar de melhores condições de lazer, mas para proporcionar maior assistência de adeptos, ainda por cima mais familiarizados com esta modalidade desportiva como é o caso dos turistas, aos treinos e jogos...


Interessante será igualmente ouvir as justificações dos autarcas acusados para o facto de não terem prestado as informações solicitadas pelo então vereador João Sousa, sobre a referida obra, na altura quase concluída e sem aprovação camarária. Provavelmente, dirão que se tratava de um segredo de Estado, já que a singularidade referida anteriormente podia ser copiada lá fora, designadamente por países menos corruptos como os do norte da Europa...


Curiosíssima será também a justificação que será apresentada para a aposta do clube local numa modalidade desportiva sem atletas federados nem participação em provas oficiais. Previsivelmente os arguidos afirmarão que, por não terem certezas quanto à adesão dos jovens a este desporto, optaram pela construção do campo de ténis numa infraestrutura turística porque assim, ao menos, garantiriam a sua utilização pelos seus hóspedes... Isto é que é utilizar os recursos financeiros públicos para o conforto e lazer de particulares! Brilhante!


Eu, na qualidade de testemunha do Ministério Público, por ter sido o autor da denúncia que desencadeou esta investigação, lá estarei com todo o prazer a dar o meu contributo para que a promiscuidade entre a política, o desporto e os negócios seja altamente penalizada. Tenho, pois, motivos para aguardar com otimismo a continuidade do carnaval madeirense, neste julgamento dos compadres de Santana, onde a sátira e a boa disposição estão garantidas, sem esquecer a sentença dos mesmos, que deverá ser exemplar, condenando-os à fogueira purificadora, de acordo com a tradição santanense.


quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Os Lusíadas de hoje




Enviaram-me uma paródia muito interessante de alguns versos do poema nacional, Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, em que a nossa realidade está devidamente atualizada. Ei-los:

OS LUSÍADAS

I

As sarnas de barões todos inchados

Eleitos pela plebe lusitana

Que agora se encontram instalados

Fazendo aquilo que lhes dá na gana

Nos seus poleiros bem engalanados,

Mais do que permite a decência humana,

Olvidam-se de quanto proclamaram

Em campanhas com que nos enganaram!


II


E também as jogadas habilidosas

Daqueles tais que foram dilatando

Contas bancárias ignominiosas,

Do Minho ao Algarve tudo devastando,

Guardam para si as coisas valiosas?

Desprezam quem de fome vai chorando!

Gritando levarei, se tiver arte,

Esta falta de vergonha a toda a parte!


III


Falem da crise grega todo o ano!

E das aflições que à Europa deram;

Calem-se aqueles que por engano?

Votaram no refugo que elegeram!

Que a mim mete-me nojo o peito ufano

De crápulas que só enriqueceram

Com a prática de trafulhice tanta

Que andarem à solta só me espanta.

IV


E vós, ninfas do Coura onde eu nado

Por quem sempre senti carinho ardente

Não me deixeis agora abandonado

E concedei engenho à minha mente,

De modo a que possa, convosco ao lado,

Desmascarar de forma eloquente

Aqueles que já têm no seu gene

A besta horrível do poder perene!


Luiz Vais de Tanga ou de Calções

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Somos o Pai Natal




O povo madeirense, a exemplo dos portugueses do retângulo em forma de bacalhau, vai fazer de Pai Natal nesta quadra festiva, oferecendo prendas valiosíssimas aos nossos extraordinários governantes. É mais um sinal de singela gratidão pela forma incrível como nos têm governado!
Depois de já terem oferecido uma prenda no valor de cerca de metade do subsídio de Natal, madeirenses e continentais, demonstrando uma vez mais que não são o tal povo que não se governa nem se deixa governar, preparam-se para deixar no sapatinho dos seus populares governantes internos e externos presentes de valores inimagináveis, cujo montante por contribuinte ultrapassa dois salários.


Se juntarmos a esse ofertório outras gentilezas como acréscimos nos bens, serviços e impostos e congelamento dos salários e progressões, entre outros, então a classe política que nos tem governado terá razões para se sentir orgulhosa deste povo bem governado e grato para quem o espezinha, escraviza e explora.

Na Madeira, o Pai Natal ainda virá mais carregado. Há quem diga que é a dobrar, porque não só leva prendas para o Coelho de Passos Largos mas também para o Jardim-Agora-Rochinha-Em-Abismo, a quem serão entregues ofertas preciosas resultantes das taxas moderadoras, da equiparação de impostos entre a RAM e o Continente, das portagens nas vias Rápida e Expresso, entre outras, que ele, evidentemente, não pode recusar, por questões de boa educação. Aliás, quando ele garantiu que essas alterações de impostos não se aplicariam à Madeira em 2012, foi também um gesto de ótima educação!


Haja, pois, uma boa Festa, mas cuidado com os buracos que as bombas e o fogo de artifício podem causar na Madeira!

quinta-feira, novembro 10, 2011

J`aime a Educação




J`aime a Educação, porque ela é também Recursos Humanos

J`aime a Educação, porque ela é acima de tudo uma paixão

J`aime a Educação, porque ela é um sonho com muitos anos

J`aime a Educação, porque ela é gratidão por nunca dizer não


J`aime a Educação, porque ela é uma pasta com missão heroica

J´aime a Educação, porque ela dispensa governante que a analise

J´aime a Educação, porque ela é governada pela simpática troika

J´aime a Educação, porque ela, no aperto, desculpar-se-á com a crise



J´aime a Educação, porque ela gosta de andar como o carangueijo

J´aime a Educação, porque ela é sinónimo de eterno congelamento

J´aime a Educação, porque ela promete retroativos que nunca vejo



J´aime a Educação, porque ela aposta no sindicalismo cinzento

J´aime a Educação, porque ela encanta como um desafinado realejo

J´aime a Educação, porque ela é e será a voz do chefe rabugento



P.S.: foto do Google.


























quarta-feira, novembro 02, 2011

Viva o Cabouco!





Aquela coisa que se instalou lá para os lados da cabouqueira, sob a benção do amigo da Quinta-Que-Vigia-Tudo-E-Todos, afinal, continua na mesma, ou seja, não pára de queimar vice-coordenadores à média de um por cada dois anos, se tanto... Alguém está a esfregar a pestana de contente.



Agora foi a vez do Pouco Fôfo. Pobre rapaz! Não quis ouvir o que lhe disseram atempadamente e acabou na fogueira. Tal como eu e como a minha antecessora. E como todos os outros que assumam o cargo com vontade própria e coragem para agitar o Pântano das Garças, agora reduzido a um lamacento cabouco...

A não ser que a pestanuda finalmente assuma o cargo que não quer que outros exerçam, para melhor salvaguardar os seus interesses, em especial na área da formação, antes que alguém lhe peça contas da sua central financeira, até aqui isenta da sua apresentação pública.

Mais brilhante ainda seria ela assumir também o cargo de Coordenadora, já que o seu pau-mandado por vezes amua e este não é tempo para correr riscos. E quem sabe se o ambicionado sonho de exercer funções governativas não se concretiza? Ao fim e ao cabo, em que é que o líder do outro alicerce sindical docente é diferente? A laranjada até é a bebida que ambos bebem ñas reuniões com o amigo da tal quinta...

Mas a tal que anda a esfregar as pestanas de contente também pode recorrer a outro expediente à moda do chefe: escolher para vice uma figura como a atual Coordenadora. Não importa que as colegas não se revejam na sua postura e imagem, nem que dê erros de sintaxe como o do último artigo de opinião, desde que haja uma fidelidade canina ou suína.

Enfim, viva o Cabouco e os coveiros do sindicalismo docente madeirense! Não há dúvidas de que merecem a minha quotização mensal. Até quando? Continuo à espera da resposta do machiquense...

domingo, outubro 09, 2011

A luta continua!


Foi por pouco que não tirámos a maioria absoluta ao jardinismo. Isto significa que ainda falta mais trabalho nas oposições e, sobretudo, melhor comunicação, no terreno, junto do povo.
O próximo desafio que será colocado a todos está já aí. Trata-se do resgate da dívida madeirense, ardilosamente reservado para depois do ato eleitoral, para não penalizar o PSD-M. Agora o que importa é travar um combate feroz e firme contra todas as tentativas continentais que visem uma duplicação de sacrifícios para os madeirenses. Nesta causa deveremos estar todos unidos, porque está em causa o nosso futuro coletivo como madeirenses, independentemente de ser Jardim a conduzir as negociações.
A cura de oposição do PSD-M foi adiada, mas a mudança de ciclo decorre.
Entretanto, o PS-M tem que renascer das cinzas, para bem da democracia na Madeira, depois de uma inevitável reflexão profunda interna, para corrigir erros crassos e potenciar um futuro melhor, talvez daqui a quatro anos.
O CDS tem a responsabilidade de liderar a oposição, num quadro político adverso e num papel ingrato de ser governo em Lisboa, que lhe pode custar perda de votos.
Vamos também ver o que será o PTP capaz de fazer no Parlamento, num tempo em que também terá de apresentar trabalho, propostas e não só espetáculo.

sexta-feira, outubro 07, 2011

Eleições: votar para mudar!


Como o momento que a Madeira vive é grave, desta vez não vou parodiar, para que não haja ambiguidades na interpretação da minha intenção de voto. No dia 9, domingo, os madeirenses têm uma oportunidade histórica para derrubar o jardinismo, votando nas oposições.
Rtirar a maioria absoluta ao partido que nos levou a esta desgraça, à bancarrota, ao descrédito externo dos madeirenses e a previsíveis mais cortes é um imperativo cívivo e de sanidade mental.
Assim, ninguém minimamente responsável pode deixar de votar nestas eleições legislativas, para contribuir para a mudança, para a melhoria da democracia na Madeira, para a derrota dos batoteiros, dos esbanjadores de dinheiros públicos em obras megalómas que apenas têm utilidade para quem as constrói.
Este regime cheira a mofo e já está a cair de podre. Não é capaz de encetar a viragem que se impõe, quer de políticas, quer de visão de futuro. Antes que nos empurrem para o fundo de um buraco ainda maior, temos que manifestar pelo voto toda a nossa discordância e protesto pelos erros governamentais. Assim, a alternativa é votar nas oposições, sobretudo naquelas que dão garantias de não estender a mão a Jardim, quais bengalas, após a perda da maioria absoluta.
A democracia na Madeira precisa de alternância para acabar com os abusos de poder, com a corrupção, com o nepotismo, com o despesismo, com a incompetência, com os limites à liberdade de expressão...
O momento que vivemos é sério. Por isso, aproveitemos esta oportunidade histórica para votar com responsabilidade por um futuro melhor para todos os madeirenses.

quarta-feira, outubro 05, 2011

SPM: coerência a dobrar!


O Sindicato dos Professores da Madeira é de uma coerência inimaginável, só ao alcance das organizações com liderança forte, logo não manipuláveis. Senão vejamos: no dia 1/10, na manifestação promovida pela USAM, junto à Quinta Vigia, cantou «Está hora, está hora de Jardim ir embora» e, no dia 5, acolheu-o nas suas novas instalações, deu-lhe tempo de antena e aplaudiu as promessas eleitoralistas, mesmo sabendo que podem prejudicar os colegas continentais que lecionam na RAM,
se algum dia forem cumpridas...
Não há como ter duplos também nas organizações sindicais. Os associados ficam duplamente satifeitos com os resultados da luta. Veja-se o que o SPM foi capaz de fazer em menos de uma semana. Pelo menos dois SPM´s foram vistos nos últimos dias. Um que não dá tréguas a Jardim e acha que ele tem de deixar a governação e outro que o recebe de braços abertos, nas novas instalações, dando-lhe todo o protagonismo da cerimónia da inauguração e o palanque para fazer campanha eleitoral. Simplesmente admirável!
A isto chama-se coerência na incoerência ou teatro sindical para agradar a gregos e a troianos, procurando estar bem com Deus e com o Diabo, embora na hora da verdade, fazendo o balanço das vitórias laborais alcançadas em prol da classe que representa, a balança penda mais para o lado do último. É uma chatice ser perfeito, quando é mais motivador dar expressão aos instintos maquiavélicos e dionisíacos...
Os sindicatos de professores da Madeira modernizaram-se, adaptaram-se à realidade e não têm pudor nem vergonha em participar assumidamente na batota eleitoral. Essa coisa dos professores e suas organizações de classe fazerem da educação os pilares da formação da consciência cívica é chão que já deu uvas. Isso é um anacronismo, lá dos tempos da velha senhora, quando Américo Tomás foi à Universidade de Coimbra e os estudantes puxaram as capas negras por onde ele se pavoneava, fazendo-o passar um mau bocado.
Hoje, como se viu na inauguração das novas instalações do SPM, estende-se a melhor passadeira ao ditador para que ele faça a sua campanha eleitoral. Não fora o protesto do PND, no exterior, e ficaríamos com a ideia de que, na Madeira, a ditadura é bem aceite, mesmo que falte tudo nas escolas para que as inaugurações não sejam comprometidas...
Enfim, são os sinais dos tempos. Agora, a ditadura e a batota eleitoral são virtudes...

segunda-feira, junho 20, 2011

A excelência da Educação na RAM





Aproxima-se o fim do ano lectivo 2010/2011. Neste momento, já podemos, pois, destacar alguns sinais de excelência que o sistema educativo madeirense evidencia: rigor e exigência na avaliação dos alunos; consagração da autonomia financeira das escolas, que lhes permite reforçar os orçamentos com
dinheiro e consumíveis suficientes; e a revisão global do ECD-RAM em tempo recorde e de forma consensual.


Começando pelo rigor e exigência da avaliação dos alunos, os madeirenses podem ficar tranquilos com a excelência de medidas tomadas por responsáveis de estabelecimentos de ensino bem cotados no sistema educativo regional, designadamente ao pressionarem conselhos de turma a darem níveis positivos a alunos com mais de três negativas, incluindo as disciplinas de exame (Português e Matemática), para, assim, garantirem a transição destes para o 10.º ano, mesmo prevendo-se que venham a obter níveis insuficientes nas tais provas nacionais. Há relatos de alunos admitidos a exame que, sem pressões, iriam ficar retidos com cinco ou mais níveis finais insuficientes e até de docentes que souberam que as suas notas foram alteradas, sem seu conhecimento e consentimento. Sem dúvida que este indicador revela a elevada qualidade do nosso sistema educativo!... O Director de Turma e a Direcção Executiva é que são responsáveis pela avaliação dos alunos! Isto está bonito, está!...


Outro indicador, mais badalado, nos últimos dias, é o da autonomia financeira das escolas, que lhes tem permitido fazer alguma engenharia orçamental, recorrendo à figura do professor-benfeitor, ou seja, o docente patrocina a escola, levando, a expensas próprias, resmas de papel para imprimir testes e demais documentos para informação e estudo dos alunos, sem falar do papel higiénico e da utilização do telefone pessoal para contactar encarregados de educação... Assim se prova que a educação é, de facto, uma área estratégica para o desenvolvimento da RAM e que não compromete a concretização do Programa do Governo, nomeadamente as famosas obras megalómanas, nem o jackpot para a Assembleia Legislativa, que assegurará as jantaradas e a animação das campanhas eleitorais que se avizinham. Isso, sim, é o que se chama visão estratégica para o futuro da Madeira! É a excelência das nossas Excelências!


Os docentes que exercem funções na RAM têm ainda outras razões para continuar a aplaudir este excelentíssimo Governo Regional, em especial pela celeridade e consensualidade com que foi feita a revisão global do ECD-RAM, que, finalmente, vai determinar as futuras regras da avaliação de desempenho docente, logo sem o extraordinário e justíssimo modelo rectroactivo que pretendia dar eficácia ao famoso Bom administrativo, mas que apenas foi eficaz para alguns - os excelentes... Isto significa que, uma vez mais, os docentes madeirenses partem à frente dos colegas continentais, quando arrancar o próximo ano lectivo, pois já saberão com que regras vão ser avaliados: burocracia, burocracia e mais bur(r)ocracia, eis o fermento da excelência no desempenho docente...





domingo, maio 29, 2011

A Paródia Eleitoral


As Eleições Legislativas de 5 de Junho. como já percebemos,
não vão decidir nada. Cavaco já as ganhou, pois ficará com a responsabilidade de escolher um governo de iniciativa presidencial que faça-que-governa-mas-não-governa porque se limitará a dizer ámem à troika internacional.



Mesmo ciente da inutilidade destas eleições, não deixarei de participar neste "faz-de-conta", apenas centrado no que está em jogo para os madeirenses, que vão eleger 6 deputados, ou melhor, ainda podem decidir se o PSD-M alcança 4 ou 3, já que o PS-M e o CDS-PP já têm praticamente garantida a conquista de uma mandato, faltando saber se o PND e o PT conseguem retirar um lugar ao partido maioritário na RAM.

Assim, vou votar no PSD-M porque apresenta um cabeça-de-lista, Alberto J. Jardim, de confiança: vai cumprir novamente o mandato, deixando os restantes eleitos pelo seu partido com maior disponibilidade para tratar da vidinha...


Votarei também no PS-M como forma de reconhecimento da grande coerência do seu cabeça-de-lista, Jacinto Serrão, que acusou, e bem, Sócrates de ser neoliberal, nas eleições internas, e agora pede-nos para votarmos num Primeiro-Ministro que ele não queria nem como líder do Partido Socialista...


O meu voto vai ainda para o CDS-PP, cujo cabeça-de-lista cumpriu com o que havia prometido no sufrágio anterior, nomeadamente no que diz respeito à defesa dos interesses da Madeira, onde se destacou na sensibilização do parlamento nacional para as vantagens da aprovação de uma Lei de Meios que entregou a Jardim milhões de euros unicamente direccionados à reconstrução do aterro...


Agora voto CDU, PTP, BE, MPT, PAN e demais panóplia de partidos concorrentes a estas eleições pelo carácter democrático que garantem às mesmas, embora não participem em debates e frente-a-frentes como seria normal num regime democrático maduro.



Excluo desses partidos o PND, que definitivamente não merece o meu voto pelo seu radicalismo, ódio de estimação ao Único Importante desta terra e amadurismo da sua acção política, que leva os senhores da Madeira Velha a perturbar as inaugurações jardinistas! Então não era melhor para os rapazes deste partido portarem-se como "meninos-do-coro" ou acomodados como a maioria das oposições madeirenses?!...



















segunda-feira, março 28, 2011

A justa homenagem a Sócrates


Vasco Palmeirim (Rádio Comercial) produziu um vídeo caseiro para prestar uma mais do que justíssima homenagem ao demissionário Primeiro-Ministro, José Socas. Vale a pena ver e ouvir em http://radiocomercial.clix.pt/tv/videos_caseiros.html

sábado, março 05, 2011

As piadas de Jardim à RTP-M



O folião Jardim antecipou o Carnaval madeirense, concedendo uma entrevista - em directo, para não ser censurado!!! - na RTP-M. As principais piadas ditas por ele são aqui reproduzidas e comentadas para animar a malta.

Recandidatura


- «...já disse tantas vezes que era a última vez que agora já não digo nada.» (Que nome se dá a quem não cumpre com o que promete?)


- «...desta última vez as coisas não correram como eu gostaria que tivessem corrido e de maneira que tomei esta decisão» (O que é que os políticos devem fazer quando não governam bem? É recandidatar-se?)


Resultados de J. M. Coelho


- «Olhe, devo dizer que fartei-me de rir». (Será que Jardim também se divertiu com os rumores de que a sua hospitalização se ficou a dever a um osso de coelho atraverssado na garganta?)

Conselho de Jurisdição do PSD-M


- «...Ainda não trabalhei nisso... vai ser um advogado. Vai ser o actual Presidente da Ordem dos Advogados... Ainda não falei com ele, pessoalmente, mas sei que ele aceita». (Que opção é que o Prada Júnior tem?)


Miguel Albuquerque


- «Não falo dos meus colegas de partido em público... Estes pontos de vista diferentes não têm nada de dramático». (Então por que razão desvaloriza e não comenta a rebeldia de Albuquerque?


Renovação no PSD-M


- «Já está feita! Entrou um terço de pessoas novas para a Comissão Política» (Alguém reconhece-lhes méritos para assumirem cargos importantes ou vão apenas fazer número?)


Lei de Meios


- «Queria explicar a génese desta Lei de Meios... A certa altura, o Primeiro-Ministro, mesmo por telefone, diz-me isto: "Escute, para sairmos todos bem disto, você concorda que a Lei de Finanças Regionais... só entre em vigor a partir de 2013 e, por outro lado, eu, através de uma lei que vou apresentar à Assembleia da República, dou-lhe um pouco mais do que isso, dou-lhe o que você ia receber pela lei que fica suspensa e mais qualquer coisa?"» (Então a Lei de Meios é a Lei de Finanças Regionais encapotada ou é mais uma manobra para desviar as atenções da obrigatoriedade dessas verbas serem canalizadas para a reconstrução?)


Dívida histórica da República


- «Tenho vinte peritos a trabalhar nisso». (E quanto custa esse trabalho?)


- «Eu aqui sou uma espécie de Astérix. Isto é uma aldeia da Gália, estamos aqui cercados pelos romanos imperialistas». ( E as Gálias que existem na Madeira, cercadas pelo jardinismo?)


Aterro e cordão humano


- «Eu sei que houve pessoas que não gostaram que eu dissesse essa expressão... Quando disse "Podem gritar à-vontade", estava a referir-me aos habituais, aos que deitam pedra em tudo». (Se as eleições legislativas regionais estivessem longe, será que Jardim admitiria que errou? Como ele muda sempre o que diz, será que podemos confiar neste disfarce de "cordeiro manso"?)


- «Também participei porque estava no muro da Quinta Vigia a ver a manifestação». (E as tentativas de desmobilização não são também uma forma de participação negativa?)


Marina do Lugar de Baixo


- «O Vice-Presidente do Governo garante que, no Verão, temos aquilo a funcionar». (Por que razão Jardim não disse que ainda vai enterrar lá mais de vinte milhões de euros?)


Poder do Mar e da Natureza


- «O mar na Madeira nunca será benigno. Nós não vamos mudar a Natureza!» (Mas não foi este sr. que disse na Ponta Delgada que tinha dominado a Natureza?)


- «Vamos ficar cientes de uma coisa: durante os próximos séculos, vamos ter problemas na costa, vamos ter estragos na costa e vamos reconstruir». (Será que Jardim está mesmo ciente disso, quando continua a deitar dinheiro ao mar ou agrada-lhe a reconstrução infindável?)


Política


- «A política é feita assim. Confesso que me mete nojo!» (Dito desta forma e pelo maior responsável político desta terra, importa perguntar se Jardim tem feito alguma coisa para a melhorar ou se, com estas tiradas, apenas pretende continuar como Único Importante na vida política madeirense).
P.S.: Foto obtida em: iva.caoazul.com.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Brilhante Desterradeiro!



Simplesmente brilhante! Eis o adjectivo apropriado para qualificar a recuperação que o Governo Regional tenciona efectuar na foz da Ribeira de João Gomes e de Santa Luzia. O aterro que lá está actualmente, bem como a tralha depositada junto ao cais - restos mortais do Balão Panorâmico e do ex-veleiro dos Beatles - vão ser reutilizados, graças à solidária Lei de Meios, numa nova marina, num porto de acostagem de navios até média dimensão e em duas praias.
Mal passou um ano e o Governo Regional da Madeira já encontrou uma magnífica solução para a degradada baia do Funchal! 40 milhões de euros, mais os sempre recomendados trabalhos a mais, que poderão ascender a um valor idêntico ao de base, vão permitir recuperar as infra-estruturas que a aluvião de 20/2/10 destruiu.

Essa verba vai ser retirada do bolo oferecido pela Lei de Meios, já que, da marina e do porto de acostagem de navios de médio calado ali existentes antes do temporal, apenas sobram uns blocos de cimento e pedra que nem servem para as gaivotas recuperarem energias. O mesmo pode ser dito relativamente ao Balão Panorâmico, que o vento estoirou, e ao ex-barco dos Beatles, que já nem serve para viveiro de taínhas, pois ficou ainda mais encalhado do que estava.

Os críticos desta solução governamental, designadamente a oposição e os ambientalistas, sempre as mesmas aves agoirentas, preferiam que estas verbas fossem canalizadas para os desalojados da intempérie. O Governo Regional assim não entendeu, alegando que é melhor enterrar essa verba, de uma só vez, na baia funchalense do que a distribuir pelas famílias sem habitação, na medida em que elas iriam edificar as suas casas em zonas de risco, logo seriam, a breve trecho, noutra enxurrada, levadas para a foz. Se as infra-estruturas recuperadas forem engolidas pelo mar, situação muito improvável, segundo os rigorosíssimos estudos técnicos e científicos que sustentam a decisão dos governantes, ao menos não haverá mortos. Brilhante!

Só a má-língua explica, pois, a acusação dirigida ao Governo Regional de desterradeiro. Pelo contrário, esta recuperação - é disso que se trata, efectivamente - de infra-estruturas afectadas pela aluvião é um exemplo de como a solidariedade da República está a ser bem gerida. E, se houver azar, estende-se novamente a mão e a generosidade será maior, já que os destroços também serão superiores...

sexta-feira, janeiro 28, 2011

A hora da Coelheira



Os resultados das eleições presidenciais demonstraram, inequivocamente, que o Coelho tirado da cartola, ou melhor, da barriga de aluguer PND é o novo líder da oposição madeirense ao jardinismo e a esperança da afirmação de uma alternativa séria, sem deixar de ser satírico-humorística, ao regime do gamelão vigente.
Já conhecíamos o sucesso das Coelhinhas da Playboy, mas nunca imaginámos que um Coelhinho da Plataforma Cívica PND conseguisse tanto êxito numa região tão conservadora como a Mamadeira, ainda por cima possuidora de tetas enormes...

A Plataforma Democrática ainda tentou garantir os serviços da grande atracção das últimas presidenciais, mas não conseguiu seduzi-la, antes pôs a nu as suas fraquezas, aliás bem evidentes no insucesso alcançado no apoio à candidatura de Manuel Alegre. A esse projecto e ao partido que o dinamizou augura-se uma travessia no deserto ou pelos jacintos serranos como acontece aos machos que perdem os combates pela conquista das fêmeas, no reino animal.

Em sentido contrário, assistiremos ao crescimento da coelheira PND, cujo coração baterá fortemente e multiplicar-se-ão os seus membros com ninhadas infindáveis de coelhinhos para desgraça dos restantes partidos, incluindo os que apelidam a referida plataforma cívica de nazi. Isso será a prova de que o tratamento carinhoso com que os detentores dos poderes instalados costumam mimosear os adversários políticos, com adjectivos como «comunistas», «traidores» e, agora, «nazis» não vão ter eficácia nenhuma, até porque os madeirenses já sabem o que é uma barriga de aluguer, graças ao contributo de Cristiano Ronaldo com o processo Ronaldo Júnior.

sábado, janeiro 22, 2011

Coelho, o Presidente parodiante



Acabou a campanha eleitoral. Chegou o dia da reflexão, que me levou a concluir que o candidato que melhor representa o espírito deste blogue e do país anedota em que vivo é, indubitavelmente, José Manuel Coelho! Daí o meu voto no Presidente parodiante.

Pensei, pensei e decidi que não posso votar Cavaco, porque é demasiado sisudo para Presidente da República, com a agravante de ser apoiado por gente muito séria como os seus amigos do BPN.

Reflecti, reflecti e concluí que Manuel Alegre não se encontrou com a alegria, com a alma de gaivota com que se apresentou nas eleições anteriores, supostamente por estar entre o fogo e o gelo, o que dá água morna, que não é propriamente o que precisamos nesta actual conjuntura política nacional.

Ponderei, ponderei e vi que a nobreza de espírito do pai da AMI não se compadece com as exigências da vida política que Belém reserva ao próximo inquilino desse palácio.

Analisei, analisei e imaginei o que fariam os restantes candidatos, se por acaso, num acidente eleitoral, conseguissem ser eleitos e, dramaticamente, cheguei à conclusão de que, afinal de contas, não tinha em quem votar nestas eleições presidenciais. Que chatice ter que engrossar o já vastíssimo leque de abstencionistas!

Porém, hoje, fez-se luz. Não estamos num país anedota, decadente e moribundo?! Faz algum sentido, então, levar estas eleições a sério?! Claro que não! Por isso, nesta primeira volta o candidato que melhor representa esta realidade nacional é José Manuel Coelho, em especial com as sátiras do submarino, dos sacos azuis de batatas, da Quinta da Coelha, entre outras paródias dignas de um Gil Vicente dos tempos modernos! E dele há a garantia de que o humor, a boa disposição e a crítica mordaz vão continuar, pois o seu projecto político não termina nestas eleições! Força Coelho!